As Escolas de Samba e Tribos de Índios de Natal fizeram uma última
tentativa, na manhã desta segunda-feira, para viabilizar os desfiles
durante o Carnaval deste ano. Diretores da Aestim, entidade que
representa as agremiações carnavalescas, apresentaram ao presidente da
Fundação Capitania das Artes, Dácio Galvão, uma nova proposta que
possibilitaria os desfiles: além dos R$ 50 mil inicialmente
disponibilizados pela Prefeitura como ajuda de custo, a Associação
sugeriu que fossem remanejados (em favor das Escolas e Tribos) os R$ 127
mil destinados a montagem da estrutura do 'sambódromo' na Ribeira.
Porém, o impasse criado em torno dos desfiles já havia sido definido na
sexta-feira (dia 1º), quando prefeito Carlos Eduardo comunicou
oficialmente aos carnavalescos que o município não poderia ampliar os
recursos - na ocasião as agremiações pleiteavam um total de R$ 450 mil
(ajuda de custo mais premiações) e ficou definido que os desfiles seriam
cancelados.
A decisão foi mantida, e a verba que iria para as Escolas de Samba e
Tribos de Índios foi remanejada para fortalecer a programação nos cinco
pólos do Carnaval natalense: Ponta Negra, Redinha, Rocas, Alecrim e
Centro Histórico. "Seria uma forma de cobrirmos parte dos gastos que
tivemos na confecção das fantasias e adereços", disse Kerginaldo Alves,
presidente da Associação das Escolas de Samba, Tribos de Índios, Blocos e
Troças Carnavalescas, defendendo a proposta apresentada na manhã de
ontem. Alves chegou a dizer - antes da reunião com Dácio Galvão - que as
Escolas e Tribos desfilariam como forma de protesto pelo valor
estabelecido.
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