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terça-feira, 5 de fevereiro de 2013

Carnaval sem escolas em natal

Na Malandros do samba, o carnavalesco Ney Seixas começa a embalar os adereços e fantasias para o próximo ano 

As Escolas de Samba e Tribos de Índios de Natal fizeram uma última tentativa, na manhã desta segunda-feira, para viabilizar os desfiles durante o Carnaval deste ano. Diretores da Aestim, entidade que representa as agremiações carnavalescas, apresentaram ao presidente da Fundação Capitania das Artes, Dácio Galvão, uma nova proposta que possibilitaria os desfiles: além dos R$ 50 mil inicialmente disponibilizados pela Prefeitura como ajuda de custo, a Associação sugeriu que fossem remanejados (em favor das Escolas e Tribos) os R$ 127 mil destinados a montagem da estrutura do 'sambódromo' na Ribeira. Porém, o impasse criado em torno dos desfiles já havia sido definido na sexta-feira (dia 1º), quando prefeito Carlos Eduardo comunicou oficialmente aos carnavalescos que o município não poderia ampliar os recursos - na ocasião as agremiações pleiteavam um total de R$ 450 mil (ajuda de custo mais premiações) e ficou definido que os desfiles seriam cancelados. 

A decisão foi mantida, e a verba que iria para as Escolas de Samba e Tribos de Índios foi remanejada para fortalecer a programação nos cinco pólos do Carnaval natalense: Ponta Negra, Redinha, Rocas, Alecrim e Centro Histórico. "Seria uma forma de cobrirmos parte dos gastos que tivemos na confecção das fantasias e adereços", disse Kerginaldo Alves, presidente da Associação das Escolas de Samba, Tribos de Índios, Blocos e Troças Carnavalescas, defendendo a proposta apresentada na manhã de ontem. Alves chegou a dizer - antes da reunião com Dácio Galvão - que as Escolas e Tribos desfilariam como forma de protesto pelo valor estabelecido.   

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