
Mais de 40 acusados de homicídio serão julgados em Mossoró entre os
meses de fevereiro e junho deste ano. A pauta do Tribunal de Júri
Popular terá crimes que repercutiram bastante no interior do Rio Grande
do Norte. Os irmãos Bartogaleno e Humberto Alves Saldanha, apontados
pela polícia como pistoleiros extremamente perigosos, atuantes na região
do Médio Oeste potiguar, serão julgados por três assassinatos (um deles
foi denunciado em dois homi-cídios).
Ao todo, foram definidos os julgamentos de 38 processos. Dois deles já
estão nas prateleiras da Justiça há mais de dez anos. A pauta prevê
ainda a possibilidade de haver mais oito julgamentos, caso haja
necessidade (é o que se chama de pauta de reserva para os júris).
Bartogaleno Alves Saldanha sentará duas vezes no banco dos réus. No dia
25 de fevereiro será julgado pela morte de Eugidalvio Pereira da Silva,
em Janduís. Ele deveria ter sido julgado por este mesmo crime no dia 2
de outubro do ano passado, mas o Tribunal acabou sendo adiado. Ele
cumpre pena (por outros crimes) no Presídio Estadual de Caicó.
No dia seguinte, Bartogaleno será julgado por outro homicídio, este
cometido com Nelson Rodrigues da Silva Filho, conforme denúncia do
Ministério Público Estadual.
No dia 27, a terceira pauta do Tribunal do Júri Popular continua com a
família Saldanha. Desta vez, o réu é Humberto Alves Saldanha, irmão de
Bartogaleno. Além de Humberto, será julgado também Ronaldo de Medeiros
Guedes, seu parceiro no crime, ainda de acordo com denúncia do MP.
As pautas estão previstas para começar no dia 25, com o julgamento do
pistoleiro Bartogaleno, e serão en-cerradas no dia 29 de maio, podendo
ser prorrogadas para o dia 7 de junho (as pautas da reserva).
Dentre os julgamentos que estão previstos para acontecer, um deles
deverá chamar a atenção dos mossoroenses. O júri do comerciante
Francisco Alex Bandeira Alves foi nova-mente remarcado. Ele sentará no
banco dos réus para tentar ser absolvido pela segunda vez.
O processo refere-se à morte do ex-despachante do Departamento Estadual
de Trânsito (DETRAN) do RN, Roberto Nunes de Freitas Souza, o “Roberto
do Detran”, morto em 2002. Alex é réu confesso do crime. Ele alegou que
matou o homem que havia matado sua mãe para não ser morto também. Neste
caso foram julgados Alex, dois irmãos dele e outras duas pessoas. Todos
foram absolvidos desse crime.
Alex Bandeira havia sido considerado inocente em março de 2008 pela
morte de Roberto, fruto de uma con-fusão que se arrasta há
aproximadamente uma década. Já tinham sentado no banco dos réus seus
dois irmãos, Christian e Máspole, que foram acusados pelo Ministério
Público, junto com Alex, de serem os mandantes do crime, o paraibano
Francisco Benício Barros Neto, o “Mago Neto”, que seria o pistoleiro do
caso, e um quinto, que teria apenas “auxiliado”.
Todos foram absolvidos.
Alex teve a mãe assassinada no dia 25 de
novembro de 2002. A empresária Aglailde Alves Bandeira estava no motel
da família quando foi surpreendida por criminosos, que teriam sido
contratados por Roberto (morto depois). O alvo dos bandidos seria Alex,
que tinha problemas com Roberto.
Uma mulher no banco dos réus
Mais de 40 pessoas serão julgadas (dois serão julgados por dois
homicídios) na próxima pauta do Tribunal de Júri Popular (TJP) de
Mossoró.
Apenas um dos réus é do sexo feminino. Lilian Karla da Silva é natural
de Mossoró, tem 27 anos e mora na rua Via Santa Delmira, 92, em bairro
do mesmo nome da rua que mora.
No site do Tribunal de Justiça do RN, constam contra ela cinco
processos. Em apenas um ela é vítima, num caso de atentado violento ao
pudor. São três processos em Mossoró e dois em Natal. Além desse crime
de homicídio, onde ela sentará no banco dos réus, responde ainda pelo
crime de tráfico de entorpecentes, cujo processo está na sua fase final.
O julgamento dela está previsto para acontecer no dia 37 de maio deste
ano. Ela aguarda em liberdade, assim como 17 outros réus, dos mais de
40.

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