O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que há
elementos da participação do ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves
(PMDB-RN), em irregularidades na Operação Lava Jato e suspeita de
recebimento de propina "disfarçada de doações oficiais".
A informação consta de pedido de abertura de inquérito enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) no fim de abril.
O teor estava sob sigilo, mas foi revelado em reportagem desta
segunda-feira (6) do jornal "Folha de S.Paulo". A TV Globo também obteve
acesso aos dados.
Segundo manifestação da assessoria do ministro, a reportagem repete
informações já veiculadas "sem qualquer novidade que a justifique".
"Mesmo identificando motivações políticas em sua publicação, não
poderia silenciar diante de tamanho absurdo, o que provarei quando tiver
conhecimento do inteiro teor do inquérito quando ao menos tiver
recebido a preliminar citação", afirmou Alves, segundo a assessoria.
Janot pede para investigar Henrique Alves, o presidente da Câmara
afastado, Eduardo Cunha, e o empreiteiro Léo Pinheiro, dono da OAS.
A apuração pedida é baseada em mensagens telefônicas interceptadas do telefone do empresário e apreendidas na Lava Jato.
As conversas mostraram Cunha e Léo Pinheiro falando sobre votações de
interesse da empreiteira e, depois, o parlamentar aparece cobrando
doações oficiais da OAS.


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