A ameaça à segurança gerada pela instabilidade política no Bahrein levou
três emissoras de TV internacionais a se ausentarem do GP de Fórmula 1
que acontece no próximo domingo. Não vai ser o caso da Globo, que
seguirá o planejamento normal para a corrida.
Já a alemã Sky, a japonesa Fuji TV e a finlandesa MTV3 desistiram de
mandar suas equipes ao Bahrein, preocupadas com os motins quase diários
que ameaçam a segurança da corrida. Essas emissoras farão transmissões
“off tube”, aproveitando as imagens da FOM em coberturas feitas de seus
próprios estúdios.
Já a Globo mandará uma equipe normal com repórter e cinegrafista, assim
como nos GPs anteriores. O narrador Galvão Bueno e os comentaristas
Reginaldo Leme e Luciano Burti vão fazer a transmissão no Brasil não por
causa do medo da violência no Bahrein, mas em cumprimento a um
planejamento já traçado anteriormente.
Em comunicado, a TV finlandesa MTV3 lamentou o fato de não levar equipe
ao Bahrein, porque o retorno de Kimi Raikkonen aumentou
significativamente o interesse em Fórmula 1 no país. Mesmo assim, a emissora optou pela cautela: “Não queremos fazer a
cobertura se há problemas de segurança. Os GPs estão atraindo muita
atenção em âmbito internacional, e isso também faz com que aumente a
possibilidade de problemas, que se torna alta demais”.
Jornalistas de outras mídias também optaram por não ir ao Bahrein para fazer a cobertura da corrida. Segundo o site F1SA, apenas 260 profissionais estão credenciados, o que significa 25% da quantidade normal em um fim de semana de corrida.
As equipes e pilotos já começaram a chegar ao Bahrein, e os relatos
indicam que a presença policial é massiva e o clima na capital Manama é
de tranquilidade. Os protestos dos rebeldes xiitas contra o governo do
príncipe sunita se concentram nas vilas, e os manifestantes prometeram
“três dias de fúria” para coincidir com as datas da corrida de Fórmula
1.
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