As atitudes de José Maria Marin e Marco Polo Del Nero, seu braço
direito, escancaram a fritura de Andrés Sanchez como diretor de seleções
da CBF. A temperatura da frigideira pode ser medida por decisões de Marin na
contramão do que pensa seu diretor e também por funções abraçadas pelo
presidente, mas que eram de responsabilidade de Sanchez.
O desencontro começou antes mesmo de Ricardo Teixeira, padrinho de
Andrés na CBF, deixar a presidência. No final de fevereiro, Andrés disse
que não seria possível liberar o são-paulino Lucas para se apresentar
mais tarde na seleção e jogar contra o Palmeiras.
Em seguida, Andrés teve que voltar atrás. A CBF emitiu uma nota
liberando o atleta e explicando que foi atendido um pedido da Federação
Paulista, presidida por Del Nero. Após Marin assumir, a falta de sintonia ficou mais evidente.
O novo
presidente chegou avisando que Mano Menezes teria que apresentar a ele a
relação de convocados antes de anunciá-la publicamente. Até então, a
missão de conversar com o técnico sobre as convocações era do diretor de
seleções. “Ele é presidente e faz o que quer. Não quero saber de
lista”, disse Andrés ao UOL Esporte.
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