Os holofotes estão novamente em cima de um brasileiro. Acostumado a
exportar protagonistas para o futebol mundial, o Brasil viu nos últimos
anos seus astros ocuparem papéis de pouco de destaque nos palcos
europeus. Desde 2007, quando Kaká levou o Milan ao título da Liga dos
Campeões e foi eleito o melhor do mundo pela Fifa, o país se tornou
coadjuvante nas conquistas dos grandes clubes. Panorama que mudou na
tarde deste sábado, quando Ramires se consolidou como grande nome do Chelsea em uma temporada onde o time
já é campeão da Copa da Inglaterra e ainda disputa a final da Champions.
No elenco milionário do russo Roman Abramovich, o volante brasileiro
pode não ser o mais badalado, mas é o mais eficiente. Depois de ser
algoz do Barcelona na semifinal da Champions, dando passe para o gol da
vitória por 1 a 0 em casa e marcando o primeiro no empate em 2 a 2 no
Camp Nou, Ramires roubou a cena em Wembley. Com arrancada e finalização
típicos de atacante, marcou o primeiro gol no 2 a 1 sobre o Liverpool.
Mais um ato para justificar a idolatria da torcida, que o aplaudiu de pé
ao ser substituído por Raul Meireles e prometeu criar uma música em sua
homenagem em campanha no Twitter durante a última semana.
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