Quem hoje ouve dos pais e avós relatos sobre o Santos de Pelé, terá a
obrigação de, no futuro, contar aos filhos e netos histórias do Santos
de Neymar. História que ganhou novo capítulo neste 13 de maio de 2012,
quando o Santos de Neymar venceu por 4 a 2 o Guarani e conquistou o
tricampeonato paulista consecutivo. Feito que ninguém havia sido capaz
de fazer desde o Santos de Pelé, em 1967, 68 e 69.
A equipe pisou o gramado do Morumbi já campeã. Só uma catastrófica
derrota por três gols de diferença levaria a decisão para os pênaltis.
As milhares de pessoas na arquibancada já comemoravam. Faltou o
churrasco para dar o tom de jogo festivo. Com o Peixe na contagem
regressiva para o título e o Bugre descompromissado, a pelada se
instaurou no Morumbi.
Início com um gol a cada quatro minutos: Alan Kardec, Fabinho, Neymar e
Bruno Mendes. Outras tantas chances desperdiçadas. Espaço de sobra para
dribles e arrancadas. Jogo único, motivado por circunstâncias raras. O
Guarani disputando uma final sem nada a perder e o Santos numa espécie
de "relaxamento" antes de decidir vaga na semifinal da Libertadores
contra o Vélez Sarsfield (ARG), em desafio bem mais árduo.
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