A Justiça de Minas Gerais concedeu na tarde desta terça-feira (29) a
liberdade condicional ao goleiro Bruno Fernandes, referente ao processo
de cárcere privado e lesão corporal de Eliza Samudio, pelo qual o atleta
foi condenado pela Justiça do Rio de Janeiro a quatro anos e seis meses
de prisão.
Mas para ganhar a liberdade, o jogador ainda depende do
julgamento de um pedido de habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal
(STF) relacionado ao desaparecimento e à suposta morte da ex. Na sessão
de análises de pedidos de habeas corpus do Supremo desta terça-feira, o
processo no goleiro não estava na pauta.
Caso seja solto, o goleiro já informou - através de seu advogado, Rui
Pimenta - que pretende se reapresentar ao Flamengo, clube com o qual tem
contrato até dezembro de 2012. Segundo Rafael De Piro, vice-presidente
jurídico rubro-negro, a decisão de reintegrá-lo cabe ao departamento de
futebol:
O contrato está suspenso por conta da prisão. A gente não paga, ele
não trabalha, claro. Se ele for solto e não houver restrição para deixar
a comarca do crime, dormir fora de casa, essas restrições comuns, em
tese ele deve se apresentar ao Flamengo. Ninguém pode impedir o jogador
de trabalhar. Se vai continuar sendo jogador, se vai ser vendido,
emprestado, isso não é mais uma decisão jurídica. Passa a ser uma
decisão do departamento de futebol, da presidência - disse.

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