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segunda-feira, 11 de junho de 2012

Exame sumido de Ronaldinho causa atrito entre médicos e jurídico do Fla

Ronaldinho Gaúcho na partida do Atlético-MG contra o Palmeiras (Foto: Andre Penner / AP) 

Depois de o vice-presidente jurídico do Flamengo, Rafael de Piro, revelar a existência de um exame que teria encontrado álcool no sangue de Ronaldinho Gaúcho, os departamentos jurídico e médico do clube entraram em forte atrito. Primeiro porque a “prova”, que o Rubro-Negro pretende usar na batalha judicial que trava com o jogador, desapareceu. Além disso, a entrevista de De Piro, na semana passada, foi considerada precipitada. Há quem diga que o exame não existe.

Os médicos rubro-negros não comentam o assunto. No auge da polêmica, o chefe do departamento médico, José Luiz Runco, estava com a Seleção Brasileira. De volta ao Brasil, ele é o único com autorização para falar e poderá esclarecer o episódio.

Incrédula, a presidente Patricia Amorim determinou que todos os esforços fossem feitos para encontrar o exame. No entanto, o GLOBOESPORTE.COM apurou que o departamento médico ainda não foi procurado pelo corpo jurídico.

O episódio traz outro dado que pode complicar a estratégia jurídica rubro-negra. A coleta de sangue não foi feita num dia de treino. Ronaldinho estava com dados desatualizados e foi convocado para o exame num dia em que estaria liberado de atividades. Foi realizado um hemograma completo. Nele, alguns índices (alterações na taxa de enzimas hepáticas) sugeriram o consumo recente de bebidas alcóolicas. Mas, como não havia treino previsto, há o temor de que R10 possa usar isso como defesa.


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