O
alto poder aquisitivo e a proximidade com o poder fazem de Brasília um
movimentado mercado de prostituição de luxo. Políticos, empresários e
lobistas que passam pela capital federal e se interessam pelo serviço
seguem um ritual discreto para viabilizar os encontros com as
profissionais do sexo.
Toda a negociação é conduzida por assessores, que encontram as garotas em sites especializados na internet, semelhantes àquele em que Elize Matsunaga, a ex-prostituta que confessou ter matado e esquartejado o marido, anunciava ser uma "loirinha carinhosa". São os próprios assessores que buscam as garotas de programa em casa e ficam responsáveis pelo pagamento.
Para os encontros, o local preferido dos
que moram ou passam parte da semana em Brasília são os flats ou
apartamentos pessoais, muitas vezes funcionais. No caso dos flats, as
meninas costumam deixar as bolsas na recepção, já que os clientes temem
ser filmados por câmeras ou celulares.


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