O julgamento do zagueiro Breno, que está sendo acusado de ter
incendiado a própria casa em setembro do ano passado, poderia ter
ganhado um capítulo importante nesta quarta-feira. Era esperada a
presença de Renata, esposa do jogador do Bayern de Munique, que decidiu
não comparecer. Com a ausência, o juiz ordenou que fossem relatados
registros telefônicos do dia após o incidente. Renata teve uma conversa
de teor religioso com um amigo e explicou que Breno vinha tendo um
comportamento diferente.
Ele era outra pessoa naquele dia. Satanás já havia tomado posse de
seu corpo - teria dito Renata, segundo a gravação revelada pelo juiz no
julgamento e reproduzida pela imprensa alemã. Logo após o incêndio, Breno ainda teria confidenciado à esposa que temia o pior: Se eu for preso, minha vida acabou.
O zagueiro, que chegou a ficar 13 dias em prisão preventiva no ano
passado, encontra-se atualmente instalado com a esposa e os filhos na
casa do lateral Rafinha, que prestou depoimentos na terça-feira. Se as
acusações forem confirmadas, o zagueiro poderá pegar até 15 anos de
prisão. O contrato com o Bayern de Munique será encerrado no fim do mês
e, se for liberado pela justiça alemã, o jogador deverá se transferir
para o Lazio.
A Promotoria de Munique apresentou acusação formal contra o brasileiro
em abril, após meses de investigação. Os acusadores partem do princípio
de que Breno ateou fogo intencionalmente em sua casa, situada em uma
zona residencial nos arredores de Munique, estando sozinho na
residência. Ainda segundo a acusação, o jogador estava sob efeito de
álcool e provavelmente utilizou o próprio isqueiro para atear o fogo.

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