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sexta-feira, 10 de agosto de 2012

Assassinatos de mulheres têm aumento de 230%

Delegada Karen Cristina Lopes ouve o relato de mais uma vítima da violência doméstica em Natal 

O recém-divulgado "Mapa da Violência 2012" lança foco sobre os índices de violência contra mulheres no Brasil, e registra um aumento de 230% no número de assassinatos ao longo dos últimos 30 anos. De 1980 a 2010, os homicídios saltaram de 1.353 para 4.465 ao ano, e a última década concentra quase 50% das ocorrências identificadas no estudo elaborado pelo Centro Brasileiro de Estudos Latino-Americanos (Cebela). Em comparação com outros estados do país, o Rio Grande do Norte está na 17ª posição, enquanto Natal ocupa o 11º lugar entre as capitais, com taxas de 4,4 e 6,3 mortes para cada grupo de 100 mil mulheres.

A pesquisa também avaliou índices de 84 países, e o Brasil aparece em 7º lugar - taxa de 4,4 mortes/100 mil mulheres -, logo abaixo de Colômbia, Rússia, Guatemala, Trinidad e Tobago, Belize e El Salvador, este último no topo da lista (ver infográfico).

Além de listar as cidades mais violentas e elencar os Estados com maior índice de ocorrências contra mulheres, o relatório ainda cruza dados do Sistema de Informação de Mortalidade da Secretaria de Vigilância em Saúde, vinculada ao Ministério da Saúde, com registros internacionais e informações provenientes do SUS para criar diversas tabelas onde é possível quantificar e identificar o perfil das agressões, faixa etária da vítima, grau de relação com o agressor e circunstância dos assassinatos. 
 
Porém, os números são absolutos e não diferenciam violência doméstica de crimes comuns - informação que poderia contribuir com a atuação das Delegacias de Atendimento à Mulher (Deam).


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