O vestiário está cheio, afinal, é dia de jogo importante. O treinador
está na preleção. A ordem do dia é motivar. Nunca o objetivo de vencer
foi pregado com tanta força: "Hoje é o nosso dia, é a hora de vencer.
Essa é a primeira (vitória) de muitas que virão." As palavras são bem
assimiladas pelos atletas, que demonstram estar preparados. São
jogadores de uma das equipes mais conhecidas do futebol brasileiro,
aquele que conquistou fama internacional não pelos seus grandes feitos,
mas sim pela ausência deles. Eles vestem a camisa do Íbis, o pior time
do mundo.
Neste ano, o Pássaro Preto segue firme em sua trajetória de insucessos.
A noite nublada de quarta-feira em Paulista, cidade da Região
Metropolitana do Recife, era como tantas outras para o Íbis. Sem
conseguir vencer uma partida sequer na Série A2 do Campeonato
Pernambucano (até então, cinco derrotas e três empates que colocavam o
time em penúltimo na tabela), o Íbis entrava em campo diante do Jaguar,
de Jaboatão dos Guararapes, para tentar espantar a "glória" de não
conseguir um triunfo há mais de quatro anos - há 50 meses, para ser mais
exato.
Jogando em casa, o Íbis bateu o adversário por 3 a 2 Será o início da
ascensão do Pássaro Preto? Nem tanto. Ele quer subir de divisão, de
preferência sem ser campeão, mas não tomar gosto pelas vitórias.
Tornar-se um time vencedor definitivamente não faz parte dos planos.
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012
Íbis reencontra caminho das vitórias depois de mais de quatro anos
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