Vilma Batista
O Sindicato dos Agentes Penitenciários
do Rio Grande do Norte lamenta e contesta a decisão da presidenta Dilma
Rousseff em vetar o Projeto de Lei que concedia porte de arma em tempo
integral para a categoria. De acordo com o Sindasp-RN, o porte de arma é
uma ferramenta de segurança para aqueles que atuam em uma das
profissões mais perigosas em todo o mundo.
Devido ao veto, sindicatos de todo o
Brasil, atendendo a convocação da Federação Sindical dos Servidores
Penitenciários do Brasil (FENASPEN), podem deflagrar greve geral, pois
na próxima segunda-feira (14) estarão em assembleia em Brasília. Caso
decidam pela greve, a paralisação será no Sistema Estadual e Federal.
“A gente sabe o quanto os agentes
penitenciários lidam com pressão dentro dos presídios e muitos deles são
ameaçados constantemente. Por isso, houve uma grande mobilização
nacional, com reuniões e cobranças no Congresso para elaboração desse
Projeto de Lei. Porém, lamentamos que a presidenta Dilma tenha vetado”,
destaca Vilma Batista, presidente do Sindasp-RN.Apesar do veto, hoje, os
agentes penitenciários ainda podem solicitar porte de arma em tempo
integral pelo risco da profissão, porém, precisam pagar por isso. “O
sistema prisional brasileiro é altamente defasado e não oferece
condições dignas de trabalho para os agentes. Além disso, sabemos que
facilmente os presos mantém contato com o mundo externo, podendo, a
qualquer momento, planejar e ordenar atentados contra a vida de agentes
penitenciários ou seus familiares”.
Por esses motivos, os agentes acreditam
que o porte de arma em tempo integral deveria ser visto como uma questão
de segurança desses profissionais. “Atualmente, bandidos matam até no
trânsito com faca de pão. Agentes estão sendo mortos, com casos de olhos
arrancados, e a Presidente Dilma nos tira mais uma chance de defesa.
Mas, assim como derrubamos na Câmara dos Deputados e no Senado, vamos
derrubar esse veto covarde também”, completa Vilma Batista.
A presidente do Sindicato dos Agentes
Penitenciários do Rio Grande do Norte comenta ainda: “Lamentamos como o
esforço é apenas para desarmar os trabalhadores de bem, pois nada de
concreto foi feito para desarmar os criminosos.
Pedimos que a presidenta
Dilma mostre a força de sua caneta para combater o crime e não contra
trabalhadores massacrados”. Ela cita também que a categoria conta com
apoios importantes, como o da deputada federal Fátima Bezerra. A
parlamentar, inclusive, conversou com a direção do Sindasp-RN e se
colocou a disposição ajudar na reversão desse veto e na aprovação do
projeto.
Assessoria de Imprensa do SINDASP/RN

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