Lideranças políticas estaduais, prefeitos e vereadores do PMDB,
presentes à eleição do deputado Henrique Eduardo Alves como presidente
da Câmara dos Deputados, ontem, em Brasília, defenderam, durante almoço
na churrascaria “Porcão” e no jantar à noite na casa do parlamentar, a
chapa Garibaldi Filho (PMDB) para o governo do Estado e Fátima Bezerra
(PT) para o Senado, como o caminho para selar no Rio Grande do Norte a
aliança que já acontece entre PT e PMDB no plano nacional.
Na avaliação de prefeitos e lideranças políticas do PMDB, o
entendimento é de que o partido deve romper com o governo Rosalba
Ciarlini (DEM), que consideram “descendo ladeira abaixo”, conforme
constatação da última pesquisa Consult que apresentou índices de
reprovação de quase 90% na capital do estado e de 70% no restante do
estado.
Na avaliação de um deles, que participou dos encontros desta
segunda-feira, “se o PMDB não romper com o governo Rosalba, é arriscado
ir junto”, afirmou à reportagem, sob a condição de reserva do seu nome.
Neste sentido, segundo este peemedebista, a “pressão” pelo rompimento,
especialmente da parte dos prefeitos peemedebistas, é “muito grande”.
RESISTÊNCIA
O PMDB tem data para discutir a aliança com o governo Rosalba. Uma
reunião partidária está agendada para o início de março. Hoje, o
principal entrave para a renovação da aliança do PMDB com a governadora
se encontra nas figuras políticas do ministro da Previdência, Garibaldi
Filho, e do seu filho, o deputado estadual Walter Alves (PMDD). Henrique
teria predisposição à acomodação.
“O clima está ruim porque a pressão dos prefeitos está muito grande para
abandonar o barco. Com isso, Waltinho e Garibaldi ficaram muito
resistentes. Por Henrique, segurava”, revelou a fonte, concordando com o
entendimento de que “esse governo está indo ladeira abaixo e, se PMDB
não pular fora, vai junto”, afirmou. “Não é vantagem se comprometer”.
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