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sexta-feira, 19 de abril de 2013

Prisão de jurada pode mudar resultado de julgamento do caso Bruno


O caso Bruno pode sofrer uma reviravolta nos próximos dias. Isto porque a Polícia Militar de Minas Gerais prendeu um das juradas que integrou o conselho que sentenciou o ex-goleiro a 22 anos de prisão por envolvimento com tráfico de drogas.

O advogado de defesa de Bruno, Tiago Lenoir, confirmou que a mulher (que não teve o nome revelado) foi encontrada no bar onde trabalhava com seis pinos de cocaína e uma lista de suspostos usuários de droga. Ela foi encaminhada para uma delegacia e liberada em seguida, já que não houve flagrante.

O defensor aguardará as investigações do Ministério Público sobre o envolvimento da mulher no tráfico de drogas. Caso seja comprovada a participação nos crimes, o advogado entrará com uma pedido de nulidade do julgamento, fazendo com que a senteça de Bruno seja cancelada.
Relembre!
O goleiro Bruno Fernandes foi condenado a 22 anos e 3 meses de prisão pela morte e ocultação de cadáver da ex-amante Eliza Samudio e pelo sequestro e cárcere privado do filho. A outra acusada, Dayanne Rodrigues do Carmo, foi absolvida, por 4 votos a 3, assim como havia sido solicitado pela Promotoria.

Com a admissão de Bruno de que Eliza foi assassinada - e ele foi informado do que ocorreu -, a defesa se distanciou ontem da linha inicial de argumentação, em que destacava não haver corpo e realçava dúvidas sobre o próprio assassinato. Os defensores de Bruno chegaram a falar em uma pena "em torno de dez anos", por uma "participação menor" no crime e pediram reiteradamente aos jurados que fizessem "Justiça".

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