As 12 pessoas que estavam detidas em razão da operação Máscara Negra,
deflagrada no último dia 9, em várias cidades do Rio Grande do Norte,
foram soltas no início da manhã desta sexta-feira (19). A promotora
Patrícia Antunes Martins, coordenadora do Grupo de Atuação Especial de
Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do Rio Grande do Norte, confirmou
que o Ministério Público não pediu a conversão da prisão temporária em
preventiva.
Segundo o Ministério Público, não há a necessidade de manter os
suspeitos presos, pois não existe mais a possibilidade deles
atrapalharem as investigações.
O comandante geral da Polícia Militar, Coronel Francisco Araújo,
confirmou que os cinco detentos que estavam no quartel da PM, inclusive
duas mulheres que estavam na companhia feminina, foram liberados nas
primeiras horas desta sexta-feira.
Operação Máscara Negra
A operação Máscara Negra foi deflagrada pelo Ministério Público do Rio
Grande do Norte no último dia 9 em combate a supostas fraudes em
licitações para contratações de bandas para eventos festivos no RN e
ainda em São Paulo, Ceará, Pernambuco, Bahia e Paraíba. Os mandados de
busca e apreensão e de prisão foram assinados pela juíza da comarca de
Macau, Cristiany Maria de Vasconcelos Batista. A Polícia Militar deu
apoio aos promotores no cumprimento dos mandados.
O MP revelou que, “só no ano passado, a Prefeitura de Guamaré gastou
mais de R$ 6 milhões em festividades, enquanto que a de Macau chegou à
cifra de R$ 7 milhões entre 2008 e 2012. Esses gastos com contratações
de bandas e serviços para festas compreendem mais de 90% do recebido em
royalties no período e mais de 70% do recebido em FPM (Fundo de
Participação dos Municípios)”.

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