Os dois times dividem os corações dos torcedores mineiros. De um lado,
aqueles da camisa azul. Do outro, os que usam a de listras pretas e
brancas. Mas, no principal e maior palco do futebol de Minas Gerais,
eles não estavam em igualdade. Nas arquibancadas, que tinham 42.142
pagantes, quase 90% vestiam o uniforme estrelado.
Em campo, eles estavam
em igualdade, mas quem comemorou no Mineirão foi a minoria. E milhões
de atleticanos Brasil afora. Apesar da vitória de 2 a 1 do Cruzeiro no
clássico, em um jogo de três pênaltis, o título ficou com o Atlético-MG,
que, no primeiro jogo, venceu por 3 a 0.
Para chegar ao título, o Cruzeiro precisava do mesmo placar, pelo menos.
Como teve a melhor campanha na fase classificatória, jogava por dois
empates ou vitória e derrota pelo mesmo saldo de gols. A pressão foi
grande, mas o anticlímax para a torcida cruzeirense veio no pênalti
convertido por Ronaldinho Gaúcho, aos 32 do segundo tempo. Resultado que
confirmou o título do Galo.
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