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segunda-feira, 13 de maio de 2013

RN tem 22 presos vagando nos CDPs


Vinte e dois presos, sob a responsabilidade do sistema penitenciário do Rio Grande do Norte, vagueiam nas Delegacias de Polícia da capital há dois dias, sem previsão de quando ou onde serão recolhidos nas unidades prisionais do estado. Os acusados estão sob a tutela do estado provisoriamente, aguardando a conclusão de inquéritos criminais. 

Eles foram enviados a Natal, vindos de Mossoró, na madrugada de sexta (10) para sábado (11), após o juiz de Execuções Penais do município oestano informar que nenhum dos presos poderiam ser recolhidos em DPs, cadeias públicas ou presídios da cidade. 
 
O problema se agravou porque a situação da capital também é crítica e já existe uma portaria, assinada pelo juiz de Execuções Penais, Henrique Baltazar, determinando que as unidades prisionais da cidade só podem receber presos da região da Grande Natal.
 
 
“A Polícia Civil junto com a Coape [Coordenadoria de Administração Penitenciária] decidam para onde vão levar esses presos. Aqui não. Não temos condições de recebê-los”, disse o magistrado ao TN Online, na manhã de hoje (12). Ele completou: “determinei a Sejuc [Secretaria de Justiça e Cidadania] e à Coape que não recebam. Eles não são presos daqui”. A portaria de Baltazar tem dois meses. Ele argumenta que as unidades prisionais da capital também estão superlotadas. “Se for assim, todos vão mandar fechar as cadeias e enviar os presos todos para Natal”, criticou.

Presos estão sem alimentação

Enquanto isso, os presos perecem nas DPs, extraoficialmente, e face as condições não têm direito à alimentação, por exemplo. Na DP Zona Norte sete pessoas estão recolhidas, advindas do comboio de Mossoró. Cinco homens se amontoam com os demais apenados em celas, mas as duas mulheres foram obrigadas a permanecerem no saguão da Delegacia algemadas, desde que chegaram. “Não comemos nada e nem nossa higiene pessoal pudemos fazer”, disseram Francisca Dayane acusada de homicídio, e Mary Darle, presa em flagrante por assalto.

Os 22 presos provisórios estão espalhados pelas diversas unidades prisionais da capital. Os policiais civis e delegados, por sua vez, também reclamam da situação. Eles afirmam que estão sendo responsabilizados por algo que não deveria ser da alçada da PC. “Ainda temos que administrar algo que não é de competência nossa”, afirmou o delegado da DPZN, Everaldo Lemos. Ele destacou que se não houver uma solução para o caso ainda hoje, os agentes pretendem “fazer uma vaquinha” para comprar a alimentação das presas. Mary Darle, inclusive, afirma estar grávida.

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