O arquiteto Petronyo Costa foi assassinado dentro de um motel enquanto
dormia e um dos suspeitos presos admitiu que usou uma toalha para
sufocar a vítima até a morte. As informações foram repassadas pela
Polícia Civil do Rio Grande do Norte em entrevista coletiva concedida na manhã desta quarta-feira (19), na sede da Degepol, em Natal.
O arquiteto foi visto pela última vez com vida no dia 4 deste mês, após deixar um bar na cidade de João Camara,a quase 80 quilômetros da capital. O corpo dele foi achado três dias depois, dentro de uma lagoa na cidade de Poço Branco, que fica a pouco mais de 60 quilômetros de Natal.
De acordo com a polícia, três homens foram presos sob força de mandados
de prisão temporária acusadas de participação no crime. Um deles
confessou que praticou sozinho o assassinato, alegando que estava sob
efeito de cocaína e "fora de si”. Em depoimento à Polícia Civil, o
suspeito afirmou que não conhecia a vítima, mas que eles teriam se
encontrado em um bar, na cidade de João Câmara.
Na versão do suspeito, ele estava no bar bebendo juntamente com outro
homem que foi preso, quando Petronyo teria pedido para se juntar a eles.
Em seguida os três teriam seguido para um posto de gasolina e de lá
foram juntos para um motel a convite de Petronyo. Nesse local, decidiram
voltar para o referido posto, onde resolveram deixar o outro homem. A
partir daí, o suspeito e Petronyo, teriam, segundo depoimento, seguido
para outro motel, onde teria ocorrido o crime. "Ele disse que eles teria
tido relação sexual e depois enforcou a vítima com a toalha, enquanto
esta dormia", informou a polícia.
Depois do crime, o suspeito disse ter colocado a vítima no banco
traseiro do carro, abastecido o veículo no posto e no caminho jogado o
corpo no lago por meio de uma ponte, situada em Poço Branco. O carro, segundo ele, foi deixado no bairro de Mãe Luiza, em Natal, e
as chaves com os documentos teriam sido jogadas na rua. As imagens das
câmeras do posto de gasolina mostram que os suspeitos estavam juntos no
dia do crime, conforme o relato.
Em seu relato, o suspeito descartou a presença de outras pessoas no
cenário do crime, mas essa versão está sendo contestada pela Polícia
Civil, tendo em vista várias contradições no depoimento dos suspeitos.
O
delegado titular da Delegacia Especializada de Polinter e Capturas
(Decap), Ben-Hur Medeiros, responsável pelo caso, espera a conclusão dos
laudos das perícias técnicas feitas pelo Itep e no decorrer das
investigações descobrir a real participação dos acusados.
Agora o
nosso objetivo é esclarecer toda a verdade. Vamos ver se essa versão
contada pelo suspeito é verdadeira e qual o real envolvimento dos
acusados nesse crime”, explicou.

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