A
Casa do Empresário realizou na noite desta segunda-feira (03) mais uma
reunião para tratar da segurança pública em Caicó. O encontro faz parte
de uma série de reuniões com autoridades locais para tratar das
necessidades existentes para aperfeiçoar os trabalhos de garantia da
segurança no município. Um relatório está sendo elaborado com o apoio de
outras instituições locais, entre elas a OAB.
Depois das carências relatadas pela Polícia Militar, nesta segunda
foi a vez da Polícia Civil falar de suas dificuldades. A delegada Helena
Cristina, responsável pela DEA (Delegacia Especializada de Atendimento
ao Adolescente) e pela DEAM (Delegacia Especializada de Atendimento à
Mulher), esteve presente e destacou o número reduzido de agentes.
A equipe da DEA é composta por um escrivão e quatro agentes e a da
DEAM por quatro agentes, sem dispor de escrivão. A delegada lamenta que,
por ordem da Delegacia Geral, perderá um agente de cada equipe, que
serão removidos para Serra Negra do Norte. Para ela, o ideal seria a
nomeação de novos agentes. Ela esclareceu que para algumas ações é
preciso unir as equipes.
A norma padrão da Presidência da República que trata da estrutura
mínima das Delegacias de Atendimento à Mulher, diz que, para uma
população de até 100 mil habitantes, o efetivo ideal é de uma delegada e
vinte e um agentes. “Estamos muito aquém. Eu não peço nem os vinte e um
agentes, apenas que mantenham os que já existem aqui”, disse Helena
Cristina em tom de revolta.
Quanto à estrutura física das delegacias especializadas, a titular
observou que a DEA precisa se instalar em um local de melhor acesso e
mais visível à população. Atualmente, a DEA funciona em um prédio ao
lado do CEDUC. A delegada também cita a necessidade de manutenção básica
dos prédios. “Já tivemos que pagar a conta de telefone da Delegacia
para que não ficasse sem funcionar”, exemplificou.
Para participar de algumas investigações, a delegada chegou a pedir
coletes emprestados a outras delegacias. Helena também lamentou a falta
de estrutura do ITEP. “A perícia em Caicó só existe para exames de corpo
delito. Estamos mais para administrar um caos do que para fazer
investigação”, desabafou a delegada.
A realidade é que são duas delegacias marginalizadas por parte do
Governo, por parte da própria instituição Polícia Civil. As pessoas
sequer sabem da existência das duas delegacias. Muitas pessoas não
registram a denuncia por desacreditar no trabalho da polícia”, observou
Helena Cristina.

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