A Justiça realizou, na manhã de hoje (12), a primeira audiência
para a análise do caso do homem que esfaqueou e matou uma mulher após
briga de trânsito na avenida Bernardo Vieira, no dia 7 de janeiro deste
ano. A defesa de Wagner Gomes de Lima, acusado de matar Lúcia Maria
Vanderlei Montenegro, alegou legítima defesa no caso. O juiz Ricardo
Procópio, que ainda vai escutar Jenifer Ívina, ex-mulher do acusado
Wagner Gomes de Lima, marcou nova audiência para o dia 26 de julho.
De
acordo com a defensora pública Odile Serejo, o réu agiu em legítima
defesa porque o acusado vinha recebendo ligações do atual marido de sua
ex-mulher. No dia do crime, Wagner vinha perseguindo o atual marido de
sua ex-mulher, que coincidentemente, segundo ela, estava em um Pálio
branco. Este tipo de veículo foi o atingido pelo Chevette de Wagner, que
perdeu de vista o veículo do qual estava perseguindo.
"Ele perdeu de vista o Pálio Branco na Bernardo Vieira e outro de
mesmo modelo estava em sua frente. Como a pessoa que estava no veículo
fez um movimento brusco ele já desceu com a faca pensando que ia ser
atacado", disse a defensora.
A testemunha
Marcelo Morais, que estava presente à a audiência na 3ª Vara Criminal do
Fórum Miguel Seabra Fabundes e dirigia o Pálio branco, disse que, ao
ter a traseira de seu carro atingido, não conseguiu evitar de bater no
Fiesta da frente que estava Lúcia Maria Vanderlei e seu filho, Rutênio
Vanderlei Montenegro. "Fui atingido e não tive como deixar de pegar o
carro da frente. Mesmo assim, consegui sair do local e vi quando Wagner
saiu do carro e agrediu Rutênio a facadas. Não teve discussão, muito
menos briga", disse a testemunha.
O filho da
vítima relatou que, quando Wagner saiu do Chevette, já portava a faca,
quando o atingiu antes de matar Lúcia Maria. "Fui conversar a respeito
da batida e ele me deferiu três facadas, quando ele estava em cima de
mim minha mãe o empurrou. Foi quando num movimento de cima para baixo
ele a esfaqueou", relatou.
Após a ação,
Anderson de Lima foi o primeiro a socorrer as vítimas. Segundo a
testemunha, Rutênio estava bastante ensanguentado deitado na rua com
barriga para cima. Sua mãe se encontrava na calçada ainda sentada e com a
bolsa no ombro. "Rutênio sangrava muito e eu achei que ele não ia
resistir. A mãe dele tava menos machucada, mas como foi num ponto vital
ela não resistiu com a demora do Samu", disse.
Roberdan
Montenegro, viúvo de Lúcia Maria Montenegro, estava bastante emocionado
e foi diversas vezes atendido na sala médica do fórum. Ele foi liberado
pelo juiz.


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