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quinta-feira, 25 de julho de 2013

Permissionários ampliam bloqueios nos acessos à Prefeitura de Natal

 Permissionários posicionaram os carros para tentar dificultar o acesso da PM ao Palácio Felipe Camarão
O acesso lateral do Palácio Felipe Camarão, sede da Prefeitura de Natal, foi bloqueado por volta das 2h20 desta quinta-feira (25) com os microonibus dos permissionários de transportes alternativos. A estratégia é uma tentativa de dificultar o acesso da Polícia Militar, que tem ordem judicial expedida desde ontem para proceder com a reintegração de posse do palácio. Até o momento, nenhuma ação policial foi realizada para a retirada dos permissionários.

Os trabalhadores ocuparam a sede da Prefeitura de Natal na manhã da quarta-feira (24) e permanecem no local até o momento. Cerca de 40 pessoas ainda estão no prédio.

Segundo informações dos permissionários, móveis foram colocados na porta principal para segurar uma possível entrada da PM. Além disso, os trabalhadores teriam reunido alimentos e água durante a madrugada para garantir uma resistência de até três dias sem que fosse necessário sair do prédio.

"Vamos resistir porque entendemos que chegou no limite. Esperamos que não aconteça uma reação da polícia como a que houve na Câmara", declarou José Pedro dos Santos Neto, diretor de Comunicação do Sindicato dos Permissionários de Transporte Opcional de Passageiros do RN (Sintroparn).

Os pleitos da categoria são a unificação da bilhetagem eletrônica dos transportes coletivos de Natal, a redução do preço da passagem de R$ 2,20 para R$ 2,00 e o retorno do projeto de licitação dos transportes coletivos de Natal para a Prefeitura. Apenas o último pleito foi atendido.

A Prefeitura diz que não pode atender todas as reivindicações. "Existe uma decisão judicial, transitada em julgado, que impede a bilhetagem única. Não temos como baixar a passagem. Atendemos o que foi possível. O projeto já está com a Prefeitura", afirmou Sávio Hackradt, chefe do Gabinete Civil do Município, ao deixar a sede da Prefeitura. "Há uma invasão aqui", completou Hackradt, sem comentar sobre o pedido de reintegração de posse.

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