"Já estava de saída, mas vi um aluno de bermuda e fui chamar a atenção
dele. Foi quando vi a professora correndo". O relato é do sargento
Wallace, guarda patrimonial que impediu uma adolescente de 15 anos de
atirar em uma professora no corredor da Escola Estadual Belém Câmara, no
bairro Cidade da Esperança, na zona Oeste de Natal. Ao ser atrapalhada,
a menina baleou o próprio pé. A professora de matemática Norma Suely,
de 51 anos, não se feriu.
Wallace relata que inicialmente não entendeu quando viu a professora
correndo. "Depois vi a menina apontando a arma. Fui na direção dela e
agarrei a mão com a intenção de tomar a arma", explica. A adolescente
atirou e acertou o próprio pé, caindo no chão em seguida. "O revólver
tinha seis balas e outras seis munições estavam na bolsa", acrescenta.
Assim como a professora, o sargento Wallace afirma não ter conhecimento de problemas envolvendo a aluna. "Nunca vi ela do Trabalho. No hospital ela chorou muito", informa o guarda, que trabalha há 10 anos na escola. De acordo com Wallace, foram apreendidos recentemente estiletes.
Assim como a professora, o sargento Wallace afirma não ter conhecimento de problemas envolvendo a aluna. "Nunca vi ela do Trabalho. No hospital ela chorou muito", informa o guarda, que trabalha há 10 anos na escola. De acordo com Wallace, foram apreendidos recentemente estiletes.
O guarda só tem conhecimento de uma arma de fogo apreendida.
"Aconteceu há muito tempo", diz. Quanto à segurança do local, Wallace
explica que os alunos não são revistados. "Já aconteceu de haver
revista, mas isso causa incômodo. Os pais também repreendem", conta.
A professora conta que a menina era boa aluna, mas não ia à escola há
algum tempo. Preocupada, Suely relatou a situação para a direção da
escola. "Só estava preocupada com a aprendizagem dela", afirma. A
adolescente, que cursa o 7º ano, voltou à escola nesta quinta-feira.
"Uma supervisora chamou a aluna e falou sobre o problema. Quando ela
entrou na sala de aula me chamou de nojenta", explica.
A professora pediu para a garota sair de sala e diante da negativa dela
ameaçou chamar a direção. "Ela saiu com raiva e bateu a porta com
força", relata. No dia seguinte Suely entrou na sala do 6º ano, onde
estavam 25 alunos. De repente a adolescente invadiu o local já apontando
o revólver. "Vou matar você agora. Foi o que ela disse", afirma. A
professora gritou e conseguiu correr para o corredor.
Ao ver a situação, o guarda patrimonial que faz a segurança da escola foi em direção à menina e conseguiu agarrá-la. A adolescente ainda chegou a disparar, mas o tiro acertou o próprio pé. A garota foi socorrida para o Pronto-Socorro Clóvis Sarinho e passa bem. Ao ser liberada pelo hospital, ela prestou depoimento na delegacia de Plantão da zona Sul.
Ao ver a situação, o guarda patrimonial que faz a segurança da escola foi em direção à menina e conseguiu agarrá-la. A adolescente ainda chegou a disparar, mas o tiro acertou o próprio pé. A garota foi socorrida para o Pronto-Socorro Clóvis Sarinho e passa bem. Ao ser liberada pelo hospital, ela prestou depoimento na delegacia de Plantão da zona Sul.
G1

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