Hoje (12), os magistrados do Acre decidirão acerca de
uma das causas mais polêmicas da história da justiça acreana,
envolvendo interesses socioeconômicos diretos de quase dois milhões de
brasileiros: o bloqueio da empresa Ympactus Comercial Ltda (TelexFREE).
Responsável pela ação contra TelexFREE
A ação contra a TelexFREE foi iniciada pelo Governo
do Estado do Acre, através do Procon-AC (demandante da ação), órgão
criado através da Lei Estadual nº. 1.341, diretamente ligado a
Secretaria de Estado de Justiça e Direitos Humanos, ou seja, sob o
comando e responsabilidade administrativa do governador Tião Viana (PT),
conforme pode ser conferido AQUI. O Procon-AC é gerenciado pela esposa
do vice-governador do Acre, César Messias.
O Ministério Público do Estado do Acre (MP/AC),
também entidade diretamente vinculada ao governo do Acre, recebeu a
demanda do Procon/AC e moveu ação contra empresa.
A juíza Thaís Borges, da 2ª Vara Cível da Comarca de Rio Branco, julgou favorável a medida proposta pelo MP/AC para suspender as atividades da TelexFREE.
Guerra Jurídica
Bloqueada desde 18 de junho, o caso pode ainda não
ter um desfecho no Acre. De todo modo, o julgamento do mérito do Agravo
de Instrumento que será realizado hoje é o recurso pelo qual empresa e
Divulgadores aguardam ansiosos, pois decidirá, finalmente, acerca do
mérito da questão, quando os desembargadores poderão definir pela
manutenção, ou não, da liminar que impede a TelexFREE de retomar suas
atividades.
A batalha jurídica já é considerada uma das mais
complexas e impactantes da história do judiciário acreano. Nove recursos
foram interpostos pelos advogados da Empresa como parte integrante do
arsenal jurídico na tentativa de acelerar a decisão da justiça sobre o
caso, mas todos sumariamente indeferidos pelo TJAC.
Indícios e conspirações
O processo que paralisou as atividades da TelexFREE é
pautado em indícios e especulações sobre atos conspiratórios contra
empresa, agenciados por concorrentes e grupos políticos.
Fontes do Acrealerta chegaram a revelar que o
problema pode não ter solução definitiva no Acre, uma vez que o
responsável pela autoria (Procon e MP/AC) do processo e pelo julgamento
da ação (TJAC) não encontram uma alternativa viável, pois a queda da
liminar garantiria, quase que automaticamente, uma indenização sem
precedentes contra o governo do Acre.
“Sinuca de Bico”
O impasse apresenta uma equação complexa e
praticamente impossível de ser solucionada na justiça acreana, onde o
governo petista tem absoluta interferência.
De um lado, divulgadores (eleitores) acreanos
literalmente indignados com a arbitrariedade da decisão que criou caos e
prejuízos incalculáveis a centenas de milhares de famílias que
podem facilmente decidir uma eleição no Acre, especialmente considerando
a pífia diferença de votos nas duas últimas eleições majoritárias
ocorridas no Acre, onde o atual governo por pouco não foi substituído.
De outro, caso a decisão seja favorável à empresa, um
problema que atingiria diretamente o Governo e diversos atores
envolvidos no processo. Grupos organizados através das mídias sociais já
mobilizam uma ação coletiva contra o Governo do Acre bem como planejam
uma avalanche de ações individuais, por perdas e danos, a outros atores
diretamente envolvidos no caso. A queda da liminar levantaria precedente
jurídico para uma indenização praticamente certa contra o governo do
Acre.
Com a barriga
O julgamento do Agravo de Instrumento que será
realizado hoje foi adiado por várias vezes. Segundo fontes do
Acrealerta.com, tais adiamentos fariam parte da estratégia da acusação:
paralisar as atividades da empresa pelo máximo período de tempo, o que
poderia comprovar a prática de “pirâmide financeira” uma vez que sem a
injeção de recursos oriundos do ingresso de novos divulgadores, a
empresa poderia entrar em falência.
O Agravo de Instrumento será julgado pelos desembargadores Samuel Evangelista, Eva Evangelista e Waldirene Cordeiro.
Julgamento Encerrado
A batalha jurídica protagonizada pelo governo de Tião Viana (PT), que
resultou na expedição de uma liminar pela justiça acreana paralisando
todas as atividades da TelexFREE deve agora ser travada no âmbito da
justiça federal.
Por unanimidade, a Câmara Cível do Tribunal de Justiça do Acre
(TJAC), que teve como relator do processo o desembargador Samoel
Evangelista, manteve os efeitos da liminar impedindo a retomada das
atividades da empresa e dos milhões de divulgadores em todo país.
Fonte: Acre Alerta
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