A Secretaria Municipal de Saúde de Natal está investigando a causa da morte de uma criança de 6 anos de idade.
Heitor Robson de Lucena morreu na madrugada do último domingo (18), em
Natal, após ser internado no sábado (18) com dores de cabeça e febre. De
acordo com o tio da criança, Roberto Lucena, a família ainda não sabe a
causa da morte.
O fato causou histeria nas redes sociais e pais de
alunos da mesma escola onde Heitor estudava começaram a questionar se o
garoto teria contraído alguma bactéria na escola. Boatos de que outros
dois alunos do Colégio CEI Romualdo Galvão estariam internados com
infecções causadas por bactérias também surgiram nas redes sociais. O
Colégio CEI Romualdo Galvão emitiu nota onde lamentou a morte de Heitor e
informou que, após consultas a infectologistas, as aulas não seriam
suspensas.
Até a manhã desta segunda-feira a família não sabia a causa da morte. A
responsável pelo controle de infecção do hospital onde Heitor foi
internado, Rosangela Moraes, informou que ele apresentava um quadro de
insuficiência respiratória aguda grave de evolução fatal. De acordo com a
tia de Heitor, Valéria Lucena, não foi realizada a necrópsia no corpo
da criança por causa da greve do Itep, mas o médico responsável pelo
caso, Kléber Luz, colheu um fragmento do pulmão de Heitor para
realização de uma análise.
A Secretaria Municipal de Saúde informou que recebeu a comunicação da
morte e que já foi dado início ao procedimento de investigação da morte.
"Não podemos adiantar nada, mas nossa equipe já está trabalhando e
esperamos ter o resultado da investigação em 24 horas", disse Aila
Maropo, chefe da Vigilância Epidemiológica de Natal.
A nota do Colégio CEI informava que "o aluno frequentou as aulas até
sexta-feira passada, 16/08, participando normalmente das atividades, sem
sintomas aparentes de enfermidade. Apresentou os primeiros sintomas na
madrugada do sábado, sendo levado para o hospital e falecendo na
madrugada seguinte; não há nenhum indício de que a bactéria tenha sido
contraída no ambiente escolar”.
Sobre a polêmica nas redes sociais de que Heitor teria contraído a
bactéria no colégio, o CEI lamentou que “informações distorcidas, que
circulam nas redes sociais”, tenham causado apreensões e insegurança aos
pais. “Mantivemos entendimento com pediatras e infectologistas e não
tivemos nenhuma recomendação de cancelamento das atividades escolares.
Estamos em contato com as autoridades sanitárias para qualquer
recomendação que se faça necessária e à disposição dos senhores para
outros esclarecimentos”, informou o colégio.
De acordo com a diretora da escola, Maria Lucia Andrade, esta
segunda-feira (19) registrou ausência de cerca de 20% dos alunos. Heitor
era aluno do 1º ano vespertino. Na sala onde ele estudava, dos 21
alunos, apenas 8 compareceram às aulas nesta manhã. Para o turno da
tarde, a escola comunicou que os alunos terão acompanhamento
psicopedagógico. Heitor foi sepultado na tarde deste domingo, no cemitério Morada da Paz, em Parnamirim.


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