“Eu perdi tudo que eu tinha. Minha vida se foi junto com a dele”. O
desabafo – aos prantos – de Joseane Franquilina da Costa aconteceu no
momento em que ela recebeu a notícia do falecimento de seu filho, Yuran
Clisma da Costa dos Santos, de 14 anos, morto na manhã desta terça-feira
(20) atingido por tiros em frente à Escola Estadual Josino Macedo, na
zona Norte de Natal.
Joseane é dona de casa e mora nas proximidades do local onde
aconteceu o crime. Ela explicou que seu filho participava de uma torcida
organizada, mas não quis revelar a qual clube pertence. Ela negou que o
adolescente fosse envolvido em confrontos com torcidas rivais.
“Meu filho ia aos jogos para torcer e não se envolvia nas brigas
entre eles. Tanto que eu pedia para ele não se meter neste tipo de
coisa. Se ele tivesse me ouvido isto não estaria acontecido”, desabafou
Joseane Franquilina.
No local, o comentário é que a motivação para o assassinato do
adolescente foi um acerto de contas com outro “colega” de torcida
organizada. A informação foi repassada por um dos amigos da vítima, que
prestou socorro ao adolescente.
Segundo o rapaz, que pediu para ter sua identidade preservada, Yuran
“havia se desentendido com um colega no velório de uma terceira pessoa
envolvida no confronto das torcidas e estava recebendo ameaças de
morte”.
A vítima já havia escapado de um atentado na semana passada. Nesta
terça-feira, Yuran e o suspeito do crime estavam conversando nos
arredores da Escola quando a vítima ligou para outra pessoa e explicou
que estava “selando a paz” entre eles.
Nesse momento, o homem sacou um revólver calibre 38 e atirou quatro
vezes contra o adolescente, que foi atingido por dois tiros no tórax, um
no braço e outro no peito. “Eu estava (conversando) com ele no telefone
e do nada ouvi os tiros. Me desesperei e fui correndo ao encontro
deles, mas só encontrei o Yuran no chão sangrando”, contou a testemunha
ao portalnoar.com.
Portal no Ar


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