Acusado de matar a jovem Rafaela Lourenço da Costa com um lençol no dia 2
de novembro de 2008, no bairro Santo Antônio, em Mossoró, o gesseiro
Thiago de Assis da Silva, de 26 anos, foi condenado ontem (25 de
setembro) a 23 anos de prisão pelo Tribunal do Juri Popular em sessão
realizada no Fórum Municipal Silveira Martins, em Mossoró.
As primeiras pessoas que chegaram ao local do crime foram: Antônia Neide
da Silva e Sara Samara de Oliveira Lima. Elas contaram que o corpo de
Rafaela Lourenço, que na época tinha apenas 19 anos, estava sem roupas e
com as mãos amarradas para trás, de bruços em cima da cama, no quarto
onde dormia com o filho de apenas 6 meses. A criança chorava.
A investigação apontou indícios que a vítima havia sido violentada
sexualmente antes de ser estrangulada até a morte.
O Thiago Dudu, como é
mais conhecido o acusado que terminou condenado nesta quarta-feira pelo
Tribunal do Júri Popular, mora quase em frente à casa da vítima e teria
tido um relacionamento amoroso com ela.
Thiago Dudu confessou o crime na Polícia, mas quando chegou a Justiça,
negou. Só que a forma detalhada como descreveu o crime em sua confissão
na polícia, a idoneidade da delegada Cristiane Magalhães, e a
investigação bem feita resultou numa denúncia forte no plenário, levando
Conselho de Sentença a condená-lo em todos os termos.
O promotor ítalo Moreira Martins, que fez a denúncia do réu em plenário,
enalteceu a investigação da delegada Cristiane Magalhães. Eram 8
suspeitos, sete se submeteram a todos os exames possíveis e deu
negativo. O então suspeito Dudu se recusou a fazer os exames. Fugiu. Foi
localizado e preso traficando drogas em 2012, quatro anos depois.
A investigação foi concluída e o processo terminou na justiça.
O
julgamento começou às 9h e terminou ás 16h, com o presidente do TJP,
juiz José Armando Ponte Dias Junior fazendo a leitura da sentença de 23
anos de prisão ao réu Thiago Dudu, que já está preso por tráfico de
drogas, também é processado por assalto e na Lei Maria da Penha.
Por Carlos Costa


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