Numa sessão tumultuada, com direito a agressões físicas nas galerias, a bancada governista conseguiu enterrar a Comissão Especial de Inquérito (CEI) da Folha de Pagamento. Toda votação foi eivada de polêmicas. Nas galerias estavam cargos comissionados em defesa dos interesses da prefeita Cláudia Regina (DEM), alguns que deveriam estar em horário de trabalho, e servidores efetivos da saúde que estavam numa manifestação de rua e foram à Casa pressionar pela manutenção da CEI.
O clima acirrado no plenário teve o auge quando a presidenta do
Sindicato dos Servidores Públicos Municipais de Mossoró (Sindiserpum),
Marilda Sousa, trocou farpas com um militante governista que estava no
plenário. Na ocasião, o rapaz tomou o cartaz que acusava o vereador Heró
Alves (PT do B) de trair os trabalhadores e empurrou a sindicalista.
A partir daí militantes dos dois lados trocaram empurrões e ameaças.
Até que os seguranças da Câmara Municipal conseguiram dispersar os
grupos. Se o clima estava quente nas galerias, no plenário não houve muitos debates sobre a instalação da CEI.
Os sete vereadores da bancada de oposição se manifestaram, enquanto
os governistas evitaram dar satisfações ao público presente nas galerias
e que assistia pela TV. O monólogo da bancada governista começou com o vereador Lairinho
Rosado (PSB), que explicou as razões da CEI como forma de tirar dúvidas.
"Nós somos a favor da CEI porque se não existe nada de errado, nada a
esconder por que não deixar que façamos a investigação. A gente quer
apenas esclarecer e se ao final não tiver nada de errado será um prazer
dizer isso", argumentou o pessebista que disse ter encontrado casos de
servidores com até 400 horas semanais e que depois foi modificado no
Portal da Transparência. "São casos como esse que queremos esclarecer",
frisou.
O líder da oposição Luiz Carlos Martins (PT) foi no mesmo tom. "Essa
CEI tem o intuito de prestar um serviço à população. A prefeita terá a
oportunidade de sair do limite prudencial cortando as gorduras",
lembrou.
Tanto a análise do parecer da Comissão de Constituição e Justiça como
a derrubada da CEI tiveram 13 votos contra sete da oposição. O
presidente Francisco José Júnior se absteve alegando que só vota em caso
de empate. "Mas se votasse votaria pela CEI", assegurou.
Votaram contra a CEI: Alex do Frango, Celso Lanches e Francisco
Carlos da bancada do PV; Genilson Alves e Narcízio Silva do PTN; Alex
Moacir, Claudionor dos Santos e Zé Peixeiro do PMDB; Manoel Bezerra e
Flávio Tácito do DEM; Tássyo Mardonny (PSDB), Ricardo de Dodoca (PTB) e
Heró Silva (PT do B).
No minuto.com

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