Três presídios da Paraíba criaram celas especiais para atender detentos
homossexuais e travestis. As celas foram implantadas oficialmente após
denúncias de homofobia e abuso sexual contra eles, que receberam a
permissão também para usar roupas femininas. Antes, esses presos viviam
em celas comuns e, segundo as denúncias feitas pelo Movimento do
Espírito Lilás (MEL) e pela Pastoral Carcerária, alguns eram forçados a
fazer sexo com outros detentos.
Com a medida, o estado entra na lista dos estados que possuem alas
exclusivas para este público. A medida já foi adotada na Penitenciária
Professor Jason Soares Albergaria, em Minas Gerais; no Presídio Central
de Porto Alegre, no Rio Grande do Sul; e no Centro de Ressocialização de
Cuiabá, no Mato Grosso.
As celas LGBTS já são realidade nos presídios do Roger e Complexo PB1 e
PB2, na capital paraibana, e no Serrotão, em Campina Grande. De acordo
com o secretário de Administração Penitenciária da Paraíba, Wallber
Virgolino, a ideia é expandir a medida para todas as unidades prisionais
da Paraíba. “Sabemos que existe a discriminação na sociedade e nos
presídios não seria diferente. O objetivo é respeitar o direito LGBT e
humanizar o sistema”, explica.
G1
Nenhum comentário:
Postar um comentário