Estabelecimento ficou destruído após explosões na cidade de Nova Cruz (Foto: Sarah Lourenço)
O comércio onde aconteceu um incêndio
seguido de explosões ontem terça-feira (15) na cidade de Nova Cruz, a
pouco mais de 90 quilômetros de Natal, não tinha autorização para
comercializar fogos de artifício. A informação é do tenente Luiz Gonzaga
Fernandes, coodenador de serviço da Central de Gerenciamento de
Emergência e Defesa Civil (Ceged).
"A norma de prevenção do Estado prevê
que toda casa comercial, até mesmo a mais simples, possua o atestado de
vistoria do Corpo de Bombeiros", conta o coordenador. Sobre a venda de
explosivos especificamente, o tenente Gonzaga acrescenta que uma
portaria do Exército Brasileiro regulamenta o comércio no Brasil.
O estabelecimento onde se originaram as
chamas era uma mercearia que vendia bebidas e fogos de artifício. Para o
Corpo de Bombeiros, o incêndio poder ter sido causado pelos explosivos
no local. "O botijão de gás foi atingido e as chamas se espalharam. O
que tinha de fogos de artifício foi explodindo", explica.
Para o coordenador de serviço do Ceged,
em uma cidade onde não há unidade do Corpo de Bombeiros próxima, como é o
caso de Nova Cruz, é ainda mais difícil os estabelecimentos comerciais
cumprirem as normas de segurança.
O Corpo de Bombeiros contabilizou dois
imóveis atingidos, a mercearia e um comércio que funcionava ao lado.
Segundo o major Genílton Tavares, comandante do 8º Batalhão da Polícia
Militar, "as pessoas que estavam nos imóveis saíram após as primeiras
explosões".
Como a cidade não possui brigada de
incêndio, policiais militares e voluntários utilizaram carros-pipa para
controlar as chamas enquanto o Corpo de Bombeiros não chegava ao local.
As quatro pessoas que estavam no estabelecimento onde se originou o
incêndio deixaram o local. Entre elas estava o proprietário do comércio,
que não foi localizado até o momento.

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