O confronto direto de dois representantes do Z-4, a dez jogos para o
término do Campeonato Brasileiro, poderia deixar os três últimos
colocados com elevados riscos de degola, ou embolar de vez a briga
contra a Série B. E embolou.
A vitória do Criciúma em casa sobre o Vasco
fez com os times invertessem as posições na tabela (os catarinenses em
17º e os cariocas em 18º) e que sete clubes terminassem a rodada com no
mínimo 20% de perigo de queda, segundo cálculos do matemático Oswald de
Souza.
Fora o Náutico, virtualmente rebaixado com 99,9%, e Ponte Preta,
outra forte candidata à Segundona com 92%, cinco equipes estão mais
ameaçadas: Coritiba (31%), Portuguesa (23%) e São Paulo (20%), além dos
próprios Tigre (41%) e Cruz-Maltino (42%).
Outros que viram seus riscos de rebaixamento aumentarem com os
resultados da rodada, ainda que poucos por centos, são Bahia, Flamengo e
Corinthians. A ameaça ao Tricolor pulou de 10% para 14% com a derrota
para o Goiás no Serra Dourada; ao Rubro-Negro aumentou de 4% para 7%
após o revés para o Botafogo no Maracanã; e ao Alvinegro subiu de 6%
para 7% depois do empate com o São Paulo no Morumbi.
Na contramão do Z-4, o G-4 segue o caminho para uma definição sem
surpresas. Com o Cruzeiro já garantido e os demais representantes da
zona somando pontos na rodada, a porcentagem mínima para um dos clubes
assegurar uma vaga na Libertadores do ano que vem subiu de 76% para 81%.
Grêmio e Botafogo - que retomou o posto de vice-líder - cada um possui
90% de possibilidade de classificação, enquanto o Atlético-PR está com
81%.
Os concorrentes dos três têm menos de 10% de chances, sendo os mais
próximos Vitória (9%), Internacional (8%) e Goiás (8%), trio que
aproveitou o fator casa na rodada e venceu Coritiba, Náutico e Bahia,
respectivamente. O Atlético-MG, quinto colocado a seis pontos do quarto,
não entra na briga porque já tem vaga garantida no principal torneio do
continente por ser o atual campeão.
Guia do título
Na disputa pela taça de campeão, o Cruzeiro segue bem cotado mesmo com a
derrota no clássico para o Atlético-MG - o segundo revés seguido.
Graças à gordura que acumulou com 18 vitórias e cinco empates na
competição, a Raposa ficou com 10 pontos de vantagem na ponta e ainda
tem 94% de probabilidade de erguer o troféu.
Mas Botafogo, Grêmio e
Atlético-PR se dão ao direito de sonhar mais alto. Após as vitórias
sobre Flamengo e Portuguesa, respectivamente, Botafogo e Atlético-PR
saíram das casas decimais: o Alvinegro viu sua porcentagem subir de 0,7%
para 2%, e o Furacão, de 0,3% para 1%.
Apesar de sofrer o empate fora
de casa nos acréscimos para o Fluminense, o Grêmio também teve seu
número de 2,5% para 3% de título. Segundo Oswald, embora o Tricolor
tenha caído para terceiro no campeonato, pesa a seu favor o fato de ter
ainda pela frente um duelo direto com o líder.
Apesar do Grêmio estar atrás do Botafogo, pelo fato de ainda jogar
contra o Cruzeiro, ele tem mais chances de ser campeão. O confronto
direto é uma vantagem enorme - explicou o matemático.

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