Conheça
um pouco da história de um jovem bem-sucedido, graduado em biomedicina,
que viveu na Aldeias Infantis SOS Brasil, nos Programas de Caicó e
Natal/RN, onde aprendeu a investir em sua autonomia pessoal e
profissional.
A vida de Jefferson Caio de Lima destaca-se em relação a muitos jovens
de sua geração. Aos 22 anos, residente hoje em Natal/RN e recém-formado
em Biomedicina, pela URFN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte),
trabalha com ressonância magnética e ultrassonografia 3D, em duas
clínicas da cidade. Fala francês e inglês fluentemente e pensa em
investir cada vez mais na sua autonomia e no seu lado empreendedor.
Jefferson nasceu a 285 km da capital do Rio Grande do Norte, na cidade
de Caicó e aos três meses de idade chegou ao Programa da Aldeias
Infantis SOS de Caicó, onde foi acolhido e morou até os 14 anos. Em
seguida, até os 18 anos, viveu no Programa da Organização em Natal/RN,
cidade a qual escolheu para construir seu futuro. Hoje, com 22 anos,
mora num apartamento alugado, trabalha e tem muitos projetos, sempre
contando com o carinho e apoio de pessoas referências da Aldeias
Infantis SOS Brasil.
Nesses anos todos, o jovem soube aproveitar os recursos que a
Organização ofereceu para a sua formação pessoal e profissional. No
entanto, dois momentos ficaram positivamente marcados na sua memória, a
infância e o início da idade adulta. “Lembro-me de quando era criança,
quando íamos à escola, às aulas de artes, salas de jogos e de vídeo,
tudo dentro da Organização, lá em Caicó – e dentro do próprio
condomínio”, conta ele.
Até os seis ou sete anos, Jefferson foi criado por Jacinta Rocha, sua
primeira Mãe Social (cuidadora residente), que ficou no seu coração para
sempre e com quem passa parte de suas férias até hoje. “A minha
infância foi muito boa, tenho boas recordações”, relata. “Ela nos levava
para passear, nos balneários de Caicó. Acho que foram os momentos mais
alegres que vivenciei”, recorda emocionado. “Até agora, todo mundo só me
conhece como filho dela, os vizinhos, todo mundo, enfim, ficou! Tanto
que em todos os momentos, na minha vida, quem esteve presente foi ela.
Na formatura do ensino médio, do inglês, sempre era ela que estava
presente.”
Próximo aos 18 anos entrou para o curso de Biomédicas da UFRN, em
primeiro lugar na primeira fase e em quarto na segunda, e continuou
sendo apoiado pela Aldeias Infantis SOS e por Jacinta mesmo quando foi
morar sozinho em uma quitinete. A poupança que a Organização e os
padrinhos haviam feito para ele também ajudou muito nessa época e foi
requisitada para comprar utensílios de casa, como fogão e geladeira.
Quando começou a estudar francês, conheceu uma outra “pessoa-chave”,
como ele se refere a Henry Alain François Ubersfeld, um dos diretores da
Aldeias Infantis SOS. “Ele me ajudou a aprender francês, me deu um
notebook e hoje, cuida tanto de mim, que se tornou minha referência de
pai”, comenta.
Atualmente, além de trabalhar bastante e continuar suas especializações,
diz que gosta de malhar, conhecer pessoas, ir a festas e namorar. “Meus
amigos ficam surpresos com minha vontade de viver. Se espantam como
consigo conciliar tudo neste ritmo de vida corrido”, conta.

Nenhum comentário:
Postar um comentário