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segunda-feira, 21 de outubro de 2013

Jovem que morou até os 14 anos nas Aldeias SOS em Caicó tem história de sucesso em Natal

Aldeias Infantis SOS Brasil
 
Conheça um pouco da história de um jovem bem-sucedido, graduado em biomedicina, que viveu na Aldeias Infantis SOS Brasil, nos Programas de Caicó e Natal/RN, onde  aprendeu a investir em sua autonomia pessoal e profissional.
 
A vida de Jefferson Caio de Lima destaca-se em relação a muitos jovens de sua geração. Aos 22 anos, residente hoje em Natal/RN e recém-formado em Biomedicina, pela URFN (Universidade Federal do Rio Grande do Norte), trabalha com ressonância magnética e ultrassonografia 3D, em duas clínicas da cidade. Fala francês e inglês fluentemente e pensa em investir cada vez mais na sua autonomia e no seu lado empreendedor.

Jefferson nasceu a 285 km da capital do Rio Grande do Norte, na cidade de Caicó e aos três meses de idade chegou ao Programa da Aldeias Infantis SOS de Caicó, onde foi acolhido e morou até os 14 anos. Em seguida, até os 18 anos, viveu no Programa da Organização em Natal/RN, cidade a qual escolheu para construir seu futuro. Hoje, com 22 anos, mora num apartamento alugado, trabalha e tem muitos projetos, sempre contando com o carinho e apoio de pessoas referências da Aldeias Infantis SOS Brasil.

Nesses anos todos, o jovem soube aproveitar os recursos que a Organização ofereceu para a sua formação pessoal e profissional. No entanto, dois momentos ficaram positivamente marcados na sua memória, a infância e o início da idade adulta. “Lembro-me de quando era criança, quando íamos à escola, às aulas de artes, salas de jogos e de vídeo, tudo dentro da Organização, lá em Caicó – e dentro do próprio condomínio”, conta ele.

Até os seis ou sete anos, Jefferson foi criado por Jacinta Rocha, sua primeira Mãe Social (cuidadora residente), que ficou no seu coração para sempre e com quem passa parte de suas férias até hoje. “A minha infância foi muito boa, tenho boas recordações”, relata. “Ela nos levava para passear, nos balneários de Caicó. Acho que foram os momentos mais alegres que vivenciei”, recorda emocionado. “Até agora, todo mundo só me conhece como filho dela, os vizinhos, todo mundo, enfim, ficou! Tanto que em todos os momentos, na minha vida, quem esteve presente foi ela. Na formatura do ensino médio, do inglês, sempre era ela que estava presente.”

Próximo aos 18 anos entrou para o curso de Biomédicas da UFRN, em primeiro lugar na primeira fase e em quarto na segunda, e continuou sendo apoiado pela Aldeias Infantis SOS e por Jacinta mesmo quando foi morar sozinho em uma quitinete. A poupança que a Organização e os padrinhos haviam feito para ele também ajudou muito nessa época e foi requisitada para comprar utensílios de casa, como fogão e geladeira. Quando começou a estudar francês, conheceu uma outra “pessoa-chave”, como ele se refere a Henry Alain François Ubersfeld, um dos diretores da Aldeias Infantis SOS. “Ele me ajudou a aprender francês, me deu um notebook e hoje, cuida tanto de mim, que se tornou minha referência de pai”, comenta.

Atualmente, além de trabalhar bastante e continuar suas especializações, diz que gosta de malhar, conhecer pessoas, ir a festas e namorar. “Meus amigos ficam surpresos com minha vontade de viver. Se espantam como consigo conciliar tudo neste ritmo de vida corrido”, conta.
 
 
 

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