No tempo do descobrimento do Brasil, os habitantes da terra até então
desconhecida foram chamados de índios. Outrora, batizado com o nome de
Brasil, diversas pessoas começaram a se deslocar para cá, que onde se
plantava, tudo se dava.
Séculos depois, os senhores de engenho começaram
a traficar negros de várias regiões do continente africano para
trabalharem nas plantações de cana-de-açúcar. De etnias diversas, eles
se refugiavam em quilombos para combater a escravidão. Mas o que há em
comum entre esses dois povos? O futebol.
O esporte, tratado como paixão nacional, também contagiou índios e
afro-brasileiros, graças à ginga e à malícia que o esporte traz em sua
raiz. Seis times das duas raças se encontraram pela primeira em um
torneio de futsal realizado em Natal.
Dos povos indígenas, participaram
as comunidades de Catu, que fica entre os municípios de Goianinha e
Canguaretama, na região Sul potiguar; e Mendonça do Amarelão, localizado
15 quilômetros após o município de João Câmara, na região do Mato
Grande.
Dos quilombolas, estiveram o grupo de Sibaúma, que possui
comunidade entre Pipa e Barra de Cunhaú, área do município de Tibau do
Sul; e a comunidade de Boa Vista dos Negros, da cidade de Parelhas, na
região Seridó.
Em quadra, apenas um tempo de 15 minutos corridos, em um sistema de
“mata-mata”, mostrou que os índios possuem mais força e habilidade que
os negros. A final foi realizada entre Mendonça do Amarelão e Catu. Mas
quem imagina nomes difíceis de pronunciar se enganou. Com a
miscigenação, as duas comunidades receberam nomes e sobrenomes
“abrasileirados”. Do lado do Amarelão, vários “Barbosas” desfilaram em
quadra, enquanto que lado do Catu, alguns “Silvas” corriam atrás da
bola.
G1/RN


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