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quarta-feira, 6 de novembro de 2013

Bons de bola, índios e quilombolas unem paixão pelo futebol no RN

 

No tempo do descobrimento do Brasil, os habitantes da terra até então desconhecida foram chamados de índios. Outrora, batizado com o nome de Brasil, diversas pessoas começaram a se deslocar para cá, que onde se plantava, tudo se dava. 

Séculos depois, os senhores de engenho começaram a traficar negros de várias regiões do continente africano para trabalharem nas plantações de cana-de-açúcar. De etnias diversas, eles se refugiavam em quilombos para combater a escravidão. Mas o que há em comum entre esses dois povos? O futebol.

O esporte, tratado como paixão nacional, também contagiou índios e afro-brasileiros, graças à ginga e à malícia que o esporte traz em sua raiz. Seis times das duas raças se encontraram pela primeira em um torneio de futsal realizado em Natal. 

Dos povos indígenas, participaram as comunidades de Catu, que fica entre os municípios de Goianinha e Canguaretama, na região Sul potiguar; e Mendonça do Amarelão, localizado 15 quilômetros após o município de João Câmara, na região do Mato Grande. 

Dos quilombolas, estiveram o grupo de Sibaúma, que possui comunidade entre Pipa e Barra de Cunhaú, área do município de Tibau do Sul; e a comunidade de Boa Vista dos Negros, da cidade de Parelhas, na região Seridó.

Em quadra, apenas um tempo de 15 minutos corridos, em um sistema de “mata-mata”, mostrou que os índios possuem mais força e habilidade que os negros. A final foi realizada entre Mendonça do Amarelão e Catu. Mas quem imagina nomes difíceis de pronunciar se enganou. Com a miscigenação, as duas comunidades receberam nomes e sobrenomes “abrasileirados”. Do lado do Amarelão, vários “Barbosas” desfilaram em quadra, enquanto que lado do Catu, alguns “Silvas” corriam atrás da bola.

G1/RN

 

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