Um ano depois de o Supremo Tribunal Federal condenar 25 réus do processo do mensalão, maior escândalo político do
governo Lula, os primeiros condenados se entregaram no início da noite
desta sexta-feira (15). À tarde, 12 mandados de prisão foram expedidos
pelo presidente do STF, Joaquim Barbosa.
Até as 19h20 , quatro condenados já haviam chegado a sedes da Polícia
Federal: José Genoino (SP), Simone Vasconcelos, Cristiano Paz e Romeu
Queiroz (MG). Advogados de outros réus disseram que seus clientes também
se entregariam.
O plantão da Polícia Federal em Brasília confirmou ao G1
que recebeu na tarde desta sexta-feira (15) ofícios ordenando a
execução imediata das penas para condenados no processo do mensalão.
Os documentos chegaram fisicamente à sede da PF por volta das 16h10
pelas mãos de dois oficiais de Justiça. A Polícia Federal disse que
enviaria os ofícios para as superintendências regionais por meio de fax
para iniciar a execução das prisões. A PF não divulgou o teor dos
ofícios.
A Polícia Federal em Brasília informou que os 12 mandados são referentes aos seguintes réus:
José Dirceu, ex-ministro da Casa Civil
- Pena total: 10 anos e 10 meses
- Crimes: formação de quadrilha e corrupção ativa
José Genoino, deputado federal licenciado (PT-SP)
José Genoino, deputado federal licenciado (PT-SP)
- Pena total: 6 anos e 11 meses
- Crimes: formação de quadrilha e corrupção ativa
Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT
Delúbio Soares, ex-tesoureiro do PT
- Pena total: 8 anos e 11 meses
- Crimes: formação de quadrilha e corrupção ativa
Marcos Valério, apontado como "operador" do esquema do mensalão
- Pena total: 40 anos, 4 meses e 6 dias
- Crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas
José Roberto Salgado, ex-dirigente do Banco Rural
- Pena total: 16 anos e 8 meses
- Crimes: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas
Kátia Rabello, ex-presidente do Banco Rural
- Pena total: 16 anos e 8 meses
- Crimes: formação de quadrilha, lavagem de dinheiro, gestão fraudulenta e evasão de divisas
Cristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério
Cristiano Paz, ex-sócio de Marcos Valério
- Pena total: 25 anos, 11 meses e 20 dias
- Crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato e lavagem de dinheiro
Ramon Hollerbach, ex-sócio de Marcos Valério
- Pena total: 29 anos, 7 meses e 20 dias
- Crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa, peculato, lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Simone Vasconcelos, ex-funcionária de Marcos Valério
- Pena total: 12 anos, 7 meses e 20 dias
- Crimes: formação de quadrilha, corrupção ativa, lavagem de dinheiro e evasão de divisas
Romeu Queiroz, ex-deputado pelo PTB
- Pena total: 6 anos e 6 meses
- Crimes: corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Jacinto Lamas, ex-tesoureiro do extinto PL (atual PR)
- Pena total: 5 anos
- Crimes: corrupção passiva e lavagem de dinheiro
Henrique Pizzolato, ex-diretor do Banco do Brasil
- Pena total: 12 anos e 7 meses
- Crimes: formação de quadrilha, peculato e lavagem de dinheiro
Uma fonte que preferiu não se identificar disse ao G1 que
mandados de prisão de sete réus em Minas Gerais já chegaram ao estado. A
Polícia Federal, no entanto, não confirma a informação.
Barbosa
Desde o início do dia, o presidente do Supremo Tribunal Federal e relator do processo, ministro Joaquim Barbosa, esteve reunido com assessores para finalizar um levantamento sobre a pena que cada um dos condenados começará a cumprir.
Nesta sexta (15), o STF publicou na movimentação processual da ação
penal 470, do mensalão, que nove réus não têm mais possibilidades de
recurso e por isso tiveram o processo encerrado para parte das
condenações (o chamado trânsito em julgado).
São eles o ex-ministro da
Casa Civil José Dirceu, o ex-presidente do PT José Genoino, o
ex-tesoureiro do PT Delúbio Soares, a ex-presidente do Banco Rural Kátia
Rabelo, o ex-vice-presidente do Banco Rural José Roberto Salgado, o
operador do esquema Marcos Valério, sua ex-secretária Simone
Vasconcelos, o ex-advogado de Valério Cristiano Paz e o ex-sócio de
Valério Ramon Hollerbach.
G1.COM


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