Sete dos oito acusados de executar o jornalista Edinaldo Filgueira, a
época com 36 anos, no dia 15 de junho de 2011 no município de Serra do
Mel, foram condenados pelo Tribunal do Júri Popular em julgamento que
começou na manhã desta quinta-feira, 5, e terminou na madrugada desta
sexta-feira, 6, em Mossoró, a penas de prisão que variaram de 19 a 23
anos de prisão cada. Sentença na Integra.
O julgamento foi tenso. Começou por volta das 9h da manhã de
quinta-feira, com protesto nas imediações do Fórum. Faixas foram
colocadas pedindo justiça. Um grande número de parentes, amigos e
militantes do PT, que a vítima presidia na Serra do Mel, se fizeram
presentes.
O primeiro momento, o presidente dos Tribunal do Júri Popular, juiz
Vagnos Kelly Figueiredo de Medeiros, realizou o sorteio dos sete jurados
do Conselho de Sentença. Em seguida decidiu por dispensar as
testemunhas de depor em plenário.
A ré Cicera Soares da Silva, de 58 anos, teve o processo desmembrado.
Será julgada em outra ocasião. Dos réus, apenas Ranielly Brito Azevedo, o
Galeguinho, de 31 anos, não compareceu ao julgamento. Está foragido. Os
demais que estão todos presos, prestaram depoimento.
Os réus prestaram
O promotor de Justiça Armando Lúcio Ribeiro, durante os interrogatório,
só fez pergunta aos três réus que confessaram, no caso Francisco Fábio,
Paulo Ricardo e Abinadab Ismael. Aos demais, promotor se manteve em
silêncio. Estratégia de acusação. O seu assistente Lázaro Amaro dos
Santos e Silva fez algumas perguntas, mas apenas complementares a idéia
do promotor de Justiça.
Os advogados de defesa José Galdino Da Costa, Félix Gomes Neto, José
Oliveira Júnior, Abraão Dutra Dantas e o defensor público Calazans,
fizeram perguntas aos réus, procurando expor o lado social de cada um e
mostrando que não teve formação de quadrilha.
Na denúncia em plenário, o promotor Armando Lúcio Ribeiro e o
assistente conseguiram convencer o Conselho de Sentença que realmente
aconteceu uma união entre todos os acusados para tirar a vida do
jornalista Edinaldo Filgueira de forma traiçoeira na Serra do Mel em
função de sua atividade politica e jornalística.
Os advogados de defesa contraditaram o promotor e o assistente. Pediram
a absolvição dos réus Daniel, Rafânio e Ranielly, mostrando que eles
não teriam qualquer participação no crime. Admitiram sentença
condenatória aos réus que confessaram e pediram redução da pena em
função disto.
Ao final dos debates, já por volta de meia noite, o Conselho de Sentença, que é soberano, decidiu pela condenação de todos os réus. O juiz Vagnos Kelly fez a leitura da sentença já durante a madrugada desta sexta-feira, 6.






Nenhum comentário:
Postar um comentário