O lutador Anderson Silva afirmou em entrevista à TV
Globo que não vai mudar a maneira de lutar na revanche contra o
americano Chris Weidman, no dia 28 de dezembro, válida pelo cinturão dos
pesos médios do UFC. Mesmo tendo sido nocauteado na primeira luta, em julho,
enquanto baixava a guarda e tentava se esquivar dos golpes do oponente, o
brasileiro afirmou que manterá o estilo de provocações e fintas.
"Não posso mudar meu jeito de lutar, senão não vou estar
feliz. Hoje em dia me conheço melhor, consigo me controlar melhor,
precisava desse tempo que estou tendo, que precisei parar depois da
derrota", disse Anderson, que especificou a única coisa que mudaria em
relação à primeira luta: "os pés paralelos (na hora de baixar a guarda e
esquivar). O resto eu faria tudo igual".
O recordista de vitórias seguidas e de defesas de
cinturão do UFC pediu desculpas por se "isolar" nos últimos cinco meses,
enquanto esteve treinando para a revanche, mas disse que precisava
ficar longe dos holofotes para se reerguer. "Você está sempre se
reinventando, a mídia bate muito mais forte, você vai para levantar.
Preferi me manter longe da mídia para que eu pudesse me concentrar
melhor, resgatar a energia", afirmou.
O ex-campeão dos médios disse ainda que encara a
revanche contra Weidman como uma "final de Copa do Mundo entre Brasil e
Argentina", mas reiterou que está no momento de outro brasileiro tomar
definitivamente o cinturão da categoria. Apesar da importância dada ao
combate, o brasileiro de 38 anos negou que será a "luta do século".
"Acho que a luta do século seria entre mim e meu clone", brincou.


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