Polícia Federal cumpriu 12 mandados de busca e apreensão na manhã
desta sexta-feira (6) em João Pessoa como parte de uma operação que
desmontou um esquema internacional de importação ilegal de carros de
luxo. Um servidor da Assembleia Legislativa da Paraíba, cinco advogados e uma família de Campina Grande estão entre os suspeitos de fazer parte da quadrilha.
A operação ainda está em andamento, mas já apreendeu veículos e motos
aquáticas, cada um com valor de mercado mínimo de R$ 120 mil, além de
documentos e R$ 90 mil em dinheiro em uma concessionária de veículos
usados de João Pessoa, segundo o delegado de Combate aos Crimes Financeiros, Leonardo Paiva. A
quantidade de veículos já apreendidos não foi divulgada, mas a PF
revela que foram centenas de motos aquáticas.
Além disso, foram cumpridos quatro mandados de condução coercitiva,
quando os suspeitos são obrigados a prestar esclarecimentos, em
Pernambuco e um na Paraíba, todos de advogados que atuam como
empresários no ramo. A PF não descarta a possibilidade de que haja
prisões, de acordo com a continuidade das investigações.
A investigação teve início em 2011 com a observação de uma grande
quantidade de carros considerados de luxo circulando em João Pessoa. Ao
investigar quem eram os donos desses veículos, os dois órgãos envolvidos
na operação descobriram que alguns deles pertenciam a pessoas com renda
de apenas um salário mínimo. O levantamento da PF dá conta de um
prejuízo entre R$ 8 milhões e R$ 10 milhões para os cofres públicos pelo
não pagamento de tributos.


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