Falta boba na intermediária. O batedor ajeita a bola. Com carinho,
coloca no ângulo e deixa o goleiro imóvel no centro da meta. Um lance
que define o clima do estádio.
A mesma jogada que fez o pontepretano
roer as unhas causou o grito de gol mais espontâneo de toda a campanha
na Copa Sul-Americana.
Ponte Preta e Lanús fizeram uma típica final
entre brasileiros e argentinos: muitas faltas, catimba, empurrões e
técnica, que sobrou nos pés de Goltz e Fellipe Bastos.
Como um joga para cada time, a primeira metade da decisão acabou
empatada em 1 a 1 nesta quarta-feira à noite, no Pacaembu abarrotado com
quase 30 mil fanáticos alvinegros.
A disputa pelo título se estende até
a próxima quarta, em La Fortaleza, na província de Buenos Aires. Lá, às
21h50m (de Brasília), Ponte e Lanús disputam de fato o troféu sem a
vantagem dos gols fora. Qualquer empate leva o jogo para os pênaltis.
Vitória confirma o título.


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