Nos tribunais esportivos não há mais jeito, a Portuguesa saiu
derrotada novamente e vai disputar a Série B em 2014. Em sua instância
máxima, com ânimos exaltados, o Superior Tribunal de Justiça Desportiva
manteve a condenação do clube paulista sobre o caso Héverton, por 8
votos a 0.
Com quatro pontos a menos, a Lusa entra no Z-4, não tem mais
chance de recorrer sobre o tema em âmbito desportivo e acabou salvando o
Fluminense, que disputará a próxima temporada na primeira divisão. João
Zanforlim, advogado de defesa, tentou culpar a CBF pelo erro e
reivindicou o Estatuto do Torcedor para pedir a absolvição, mas os
auditores desconsideraram os argumentos e não perdoaram o erro da
escalação irregular do jogador.
A
Justiça Comum é uma opção para o time derrotado, mas pode haver
punições por parte da Fifa, que não vê com bons olhos o uso do recurso
para decisões do futebol. O julgamento Com alguns minutos de
atraso, os oito auditores se colocaram em suas posições para o início
do julgamento final da Portuguesa - eram nove, mas o Dr. Paulo César
Salomão não compareceu. Antes da leitura do processo, o advogado da Lusa
pediu a saída do procurador Paulo Schmitt, por ter se pronunciado sobre
o caso para a imprensa durante a semana. A solicitação, no entanto, foi
negada.
O relator Décio Neuhaus tomou então a palavra para
apresentar o processo. Depois foi a vez de João Zanforlim, por quinze
minutos, realizar a defesa. "Há uma máxima que diz: nada é legal
se for imoral", começou o advogado. "Na semana passada fizemos a 39ª
rodada do campeonato, hoje estamos na 40ª. No campo de jogo a Portuguesa
conseguiu às duras penas se manter na Série A".
"O jogador (Héverton) não tem qualidade técnica para mudar uma partida. Não houve vantagem técnica".


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