A afirmação de que o Rio Grande do Norte pode ser o novo Maranhão
encontra base na comparação entre a situação carcerária nos dois
Estados. Ambos também têm em comum governos poucos eficientes na
aplicação de verbas no sistema penitenciário. Conforme dados da Justiça
do Rio Grande do Norte, a governadora Rosalba Ciarlini (DEM) prometeu
investir R$ 6 milhões em 2013 na reforma de estabelecimentos penais para
abrir mais 500 vagas, mas aplicou apenas R$ 2 milhões.
Roseana Sarney precisou devolver R$ 22 milhões ao Ministério da
Justiça porque deixou de apresentar projetos que atendiam às exigências
técnicas para a construção de presídios. Na tarde da quinta-feira
passada, a diretora do presídio de Alcaçuz, Dinora Sima Lima Deodato,
apontou o dedo para um saco de cimento e alguns tijolos comprados para
reformas no presídio e que estavam no pátio de entrada da penitenciária –
onde 800 internos vivem num lugar onde caberiam, no máximo, 600. Essa é
a providência mais visível da administração da governadora Rosalba
Ciarlini contra o caos nos estabelecimentos penais e em resposta ao
alerta do CNJ.


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