Duas horas de ingestão descontrolada de alimentos e tentativas de
eliminar a explosão de calorias o mais rápido possível. A combinação
desses comportamentos caracteriza a bulimia nervosa. Comum em mulheres, o
perigoso distúrbio acomete cada vez mais homens.
Um estudo feito pelo
Hospital Infantil de Boston (EUA) com 5.527 homens entre 12 e 18 anos
mostrou que, em pelo menos um momento da investigação, que durou de 1999
a 2010, 31% dos entrevistados confessaram ter comportamentos bulímicos
ou de compulsão alimentar, sem perda de controle.
O número pode ainda estar subestimado, já que o problema nem sempre é
admitido ou percebido pelos pacientes. “Alguns disfarçam por muito
tempo que estão com o problema e mostram-se felizes, mesmo estando
passando por momentos desafiadores na vida. O resultado desse
comportamento influi diretamente em uma fuga. Nesse caso, é comumente
percebido o uso das drogas”, alerta a psiquiatra Carla Bicca.
O mesmo
estudo americano constatou que características parciais ou completas de
bulimia elevam em 2,85% a probabilidade de um quadro depressivo, em
2,27% o risco de obesidade e em 1,62% a chance de uso de drogas.

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