Qual sua avalição do governo Rosalba Ciarlini?
Rosalba era uma esperança para o Rio Grande do Norte. Eu não votei
nela porque Àlvaro Dias foi candidato a vice e eu tive que votar em
Carlos Eduardo. Como vereador fiquei dando apoio a ela, mas ela não foi
feliz.
O índice de rejeição de Rosalba é muito alto. O que faltou para a governadora consolidar sua gestão?
Acho que faltou atenção às pessoas. Às lideranças. Aos prefeitos.
Governos que passaram, que não fizeram grandes administrações, mas pelo
menos ouviam o prefeito da cidade, mandavam um secretário saber das
cidades as dificuldades maiores. Tinha uma audiência, os governos faziam
um jeito de resolver a situação. Hoje não. Hoje pra ter uma audiência
com um secretario é uma dificuldade muito grande.
A não Dr. Esdras, que
recebe muito bem, e essa secretaria do PR, Dra. Shirley, que é
maravilhosa. Mas a maioria dos secretários a gente não consegue ter
acesso. E quando consegue, como o secretario de segurança, houve duas ou
três reuniões para resolver o problema de segurança de Caicó, a
promessa foi dada e nada foi resolvido. Acho que faltou mais atenção.
Centralizou muito o governo, em duas, três, quatro pessoas.
Tinha que
dar mais liberdade aos secretários. As promessas de campanha tinha que
ter cumprida. Aqui em Caicó os calçamentos estão parados porque só veio a
metade do dinheiro, os calçamentos tão tudo parado. A adutora de
Laginhas, começou há mais de dois anos. Era pra ter sido feita em seis
meses. A da Palma veio começar agora. A da Barra da Espingarda também
faz mais de um ano. A dificuldade do governo de Rosalba é esse: tudo que
começa não termina. Se tudo que o governo começou em Caicó tivesse
terminado, teria sido um bom governo.
Você acha que Rosalba tem chance de reeleição se ela se candidatar de novo?
Com todo respeito que eu tenho a ela, eu acho que ela não tem chance
nenhuma. Nem de ser candidata, nem de ganhar as eleições. Não tem mais
como recuperar porque o tempo não dá mais, pela rejeição tamanha que tá
ai. Ela perdeu 90% dos apoios que tinha, dos deputados, dos partidos.
Não tem mais condições. Ela não vai sair candidata só. Ela está
blefando, ela não é candidata a governo.
O PMDB vai lançar candidato próprio para governo?
Todos os vereadores, prefeitos e os que acompanham o PMDB querem que o
partido indique o candidato a governador. E temos um compromisso com
Henrique e Garibaldi é candidatura própria. Ou ele, ou Garibaldi, ou
Waltinho, ou seja quem for. O PMDB não pode abrir mão da cabeça de
chapa. Eu até me arrisco a lançar a chapa ideal: Garibaldi para governo,
João Maia vice. O senado seria Fátima ou Wilma. Wilma ficaria mais
difícil porque tem o problema politico. Aqui em Caicó, Vivaldo apoia
Wilma, fica uma salada e o povo não aceita. Sendo Fátima fica mais fácil
a convivência. Seria uma chapa imbatível.
Wilma ameaçaria a candidatura do PMDB se não houver uma aliança com ela?
Wilma ameaça qualquer candidatura. Ela é forte. Mas eu acho que ela
não sai candidata, ela tá blefando. Porque os escândalos do governo dela
foram muito grandes. Ela tem 41 processos, inclusive agora, recente,
foi julgado um processo dentro da casa dela, a família e foi condenado.
Na hora que ela disse que ela é candidata ao governo, esse 41 processos
saem voando igual a aquelas arribaçãs.
E ela não vai ter condições,
agora se ela saísse era um páreo muito duro para qualquer candidato:
Henrique, Waltinho, João Maia, qualquer um. Agora eu acho que se ela
sair vão querer abrir processos e a população vai cobrar, os próprios
adversários vão usar isso. É melhor ela ser candidata a deputada federal
mesmo.
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