Por Suerda Medeiros – Eram 11h40 desta manhã de
domingo, 12, quando o caixão com o corpo de Moacy Cirne era colocado no
túmulo de sua mãe, Nadir Cirne, falecida em 1958 quando o escritor tinha
apenas 15 anos, sepultada no cemitério mais antigo da cidade, o São
Vicente de Paula.
Além de estar vestido com a camisa do Fluminense, seu time de
coração, Moacy foi sepultado com o caixão envolvido com as bandeiras de
Caicó e do time tricolor. Antes do corpo do escritor ser sepultado, sua
esposa, Fátima Arruda, companheira de Moacy há 19 anos, se despediu
debaixo de aplausos dos familiares e amigos presentes com a seguinte
homenagem:
“Ele foi um homem que saiu do Seridó, mas não deixou o Seridó”. Foi
um homem que rompeu suas amarras, mas não cortou suas raízes, porque
aqui teve inicio todos os encantamentos e alumbramentos que ele levou
consigo por onde passou.
E assim ele viveu e amou o Rio de Janeiro, sem nunca esquecer de
reverenciar Caicó, Caiacó, Seridó, Seridós. Não foi à toa que todo
carioca que conheceu Moacy Cirne passou a conhecer Caicó e o Seridó.
Esse ponto geográfico tão distante das belezas e efervescências
literárias do Rio de Janeiro, que tanto o encantaram.


Nenhum comentário:
Postar um comentário