Carolina já morou em vários lugares do mundo e
considera a PB o lugar mais homofóbico deles
(Foto: Wagner Lima/G1)
considera a PB o lugar mais homofóbico deles
(Foto: Wagner Lima/G1)
Por conta da homofobia, 81 pessoas deram entrada em ações na Justiça da
Paraíba em 2013 para modificar o nome de nascimento para o
correspondente à identidade de gênero, de acordo com o assessor jurídico
do Centro de Referência dos Direitos LGBT, Ricardo Mororó. Até 2012, a
Paraíba era considerado o quarto estado no ranking de estados com casos
de homofobia, segundo o Grupo Gay da Bahia. Neste sábado, dia 17 de
maio, se celebra o Dia Internacional de Combate à Homofobia.
Exausta por receber xingamentos e insultos, a estilista e militante
social, Carolina Almeida, é uma dessas pessoas que decidiram se valer de
um direito previsto na legislação brasileira: trocar o prenome por
conta dos inúmeros constrangimentos enfrentados ao utilizar os serviços
públicos e em estabelecimentos comerciais.
Em 2013, a Delegacia Especializada em Repressão aos Crimes Homofóbicos de João Pessoa abriu 16 inquéritos. Apenas em 2013, no Centro de Referência dos
Direitos de LGBT e combate à homofobia da Paraíba, foram realizados 40
atendimentos em decorrência de homofobia. Vinte casos foram de atos
homofóbicos, 14 contra lésbicas e seis deles de transfobia,
comportamentos discriminatórios contra transexuais.
Esse quadro de violência é apontado como a principal razão para o desejo
de mudar de nome. Das 81 soliticações de mudança do prenome registradas
nas Paraíba, 70 foram de mulheres trans e 11 de homens trans. O Espaço
LGBT conseguiu ajuizar 40 ações, sendo 36 ações de mulheres transexuais e
outras quatro de homens transexuais. Desse total, 15 foram encerradas
com a troca do prenome de travestis e transexuais.
G1

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