As investigações sobre a TelexFree estão correndo rapidamente nos
Estados Unidos e a empresa já foi apontada pela Securities and Exchange
Commission (SEC), órgão que regula o mercado financeiro do país, como um
típico caso de pirâmide financeira. Seus bens foram bloqueados pela
Justiça do estado americano de Massachussetts e o diretor financeiro da
empresa, Joseph Craft, foi pego tentando fugir com
inúmeros cheques no valor de 38 milhões de dólares destinados aos donos
da TelexFree nos EUA, James Merrill e Carlos Wanzeler.
No Brasil, a TelexFree USA está presente em todas as rodadas do Campeonato Brasileiro de futebol. Desde janeiro,
a empresa é patrocinadora do time carioca Botafogo, que no sábado
goleou o Criciúma por 6 a 0 pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro.
O acordo foi acertado quando os problemas com investidores já
estavam sob investigação.
De lá até maio, as evidências sobre esquemas
fraudulentos da TelexFree aumentaram, principalmente com ações efetivas
da Justiça americana sobre o negócio. Apesar de toda controvérsia,
o diretor-executivo do clube, Sérgio Landau, afirmou ao site de VEJA que
vai manter o contrato com a Telexfree USA. "Não estamos avaliando isso (o rompimento do contrato feito com a matriz americana) neste
momento, mas, certamente, nosso jurídico vai avaliar tudo.
Eles
cumpriram o que foi prometido na assinatura do contrato, pagaram
rigorosamente o patrocínio, inclusive à vista. Por isso vamos continuar,
em contrapartida, cumprindo o combinado - estampar a marca", disse ele,
que acrescentou que até agora o clube "não teve nenhum problema com a
empresa". Ele disse ainda que não recebeu, até agora, nenhuma reclamação
dos outros patrocinadores sobre a imagem negativa que as investigações
possa passar.
Por Veja


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