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segunda-feira, 12 de maio de 2014

Pirâmide Financeira: 'Não vamos romper com a TelexFree', diz diretor do Botafogo

 
As investigações sobre a TelexFree estão correndo rapidamente nos Estados Unidos e a empresa já foi apontada pela Securities and Exchange Commission (SEC), órgão que regula o mercado financeiro do país, como um típico caso de pirâmide financeira. Seus bens foram bloqueados pela Justiça do estado americano de Massachussetts e o diretor financeiro da empresa, Joseph Craft, foi pego tentando fugir com inúmeros cheques no valor de 38 milhões de dólares destinados aos donos da TelexFree nos EUA, James Merrill e Carlos Wanzeler.
No Brasil, a TelexFree USA está presente em todas as rodadas do Campeonato Brasileiro de futebol. Desde janeiro, a empresa é patrocinadora do time carioca Botafogo, que no sábado goleou o Criciúma por 6 a 0 pela quarta rodada do Campeonato Brasileiro. O acordo foi acertado quando os problemas com investidores já estavam sob investigação. 
De lá até maio, as evidências sobre esquemas fraudulentos da TelexFree aumentaram, principalmente com ações efetivas da Justiça americana sobre o negócio. Apesar de toda controvérsia, o diretor-executivo do clube, Sérgio Landau, afirmou ao site de VEJA que vai manter o contrato com a Telexfree USA. "Não estamos avaliando isso (o rompimento do contrato feito com a matriz americana) neste momento, mas, certamente, nosso jurídico vai avaliar tudo. 
Eles cumpriram o que foi prometido na assinatura do contrato, pagaram rigorosamente o patrocínio, inclusive à vista. Por isso vamos continuar, em contrapartida, cumprindo o combinado - estampar a marca", disse ele, que acrescentou que até agora o clube "não teve nenhum problema com a empresa". Ele disse ainda que não recebeu, até agora, nenhuma reclamação dos outros patrocinadores sobre a imagem negativa que as investigações possa passar.
Por Veja
 

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