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A Justiça Federal concedeu quatro
liminares determinando o afastamento de Gilson Moura do cargo de
deputado estadual, além de indisponibilidade de bens do parlamentar e de
outros seis envolvidos no esquema desbaratado pela Operação Pecado
Capital, até o limite de R$ 300.750,30. A medida foi tomada em quatro
das 11 novas ações de improbidade administrativa apresentadas pelo
Ministério Público Federal no Rio Grande do Norte (MPF/RN) contra o
político e outras 15 pessoas.
As peças do MPF incluem desde casos de
“funcionários fantasmas” e obras superfaturadas, até empresas
contratadas pelo Instituto de Pesos e Medidas (Ipem/RN), durante a
gestão de Rychardson de Macedo, entre 2007 e 2010, e que prestavam
serviços ao parlamentar.
O judiciário já acatou os pedidos liminares de
afastamento e de indisponibilidade nos casos que incluem contratação
irregular de empresas de pesquisa pela autarquia, para uso do deputado
(0802873-90.2014.4.05.8400); contratação com “funcionários fantasmas” de
pessoas relacionadas aos principais diretores do instituto
(0802872-08.2014.4.05.8400) e ligadas à antiga emissora onde o deputado
trabalhou (0802878-15.2014.4.05.8400); e ainda das irregularidades
cometidas nas obras de reforma e adequação de uma sala para a criação do
telecentro do Ipem (0802869-53.2014.4.05.8400).
Os seis outros envolvidos nos processos
cujas liminares já foram concedidas são o ex-diretor do Ipem-RN,
Rychardson Macedo; além de Márcia Câmara de Figueiredo, Fernando Aguiar
de Figueiredo, Merle Ranieri Ramos, Oldair Vieira de Andrade e Adalucia
Barreto de Oliveira.
As quatro ações nas quais foram
concedidas liminares integram um grupo de 11 apresentadas agora em junho
pelo Ministério Público Federal, todas assinadas pelo procurador da
República Rodrigo Telles. As informações contidas apontam que todo o
valor desviado pelo ex-diretor do Ipem/RN, Rychardson Macedo, era
repassado ou dividido com o parlamentar.
Os desvios financiavam as
campanhas e os interesses políticos de Gilson Moura e também
beneficiavam o filho da ex-governadora Wilma de Faria, Lauro Maia; e o
advogado Fernando Antônio Leal Caldas Filho.
Fonte: Portal No Ar.


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