O ex-goleiro do Santos Futebol Clube e filho de Pelé, Edson Arantes do
Nascimento, o Edinho, teve sua prisão revogada na manhã deste sábado
(12), em Santos, no litoral de São Paulo. Ele segue preso na cadeia
anexa do 5° Distrito Policial da cidade, mas deverá ser libertado nesta
segunda-feira (14), de acordo com o advogado Eugênio Malavasi.
A decisão será encaminhada por Malavasi até o fórum de Santos com a finalidade que seja cumprido o alvará de soltura de Edinho. A não apresentação do passaporte à Justiça causou a prisão de Edinho na terça-feira (8), em Santos.
A prisão ocorreu pouco mais de um mês após Edinho ter sido condenado a
33 anos de prisão por crime de lavagem de dinheiro e associação ao
tráfico de drogas. O acusado recorria da condenação em liberdade,
entretanto, um mandado de prisão foi cumprido pela Polícia Civil.
Família está revoltada com prisão
Kelly Nascimento, irmã do ex-goleiro, afirmou que o irmão só está preso por ser filho do 'Rei do Futebol'. Ela não acredita no envolvimento de Edinho em um esquema de lavagem de dinheiro. De acordo com Kelly, até o momento não foi provado o envolvimento do irmão na lavagem de dinheiro organizada, supostamente, por Ronaldo Duarte Barsotti, conhecido como 'Naldinho'.
“Eu não sei o motivo de falarem que ele lavou dinheiro. Eu sei que isso existe, mas ninguém consegue me explicar. Tudo o que falam é sempre de um jeito que ninguém consegue entender. Assim é muito conveniente. Ele só foi preso porque é o filho do Pelé”, diz.Edinho foi preso nesta terça-feira, 8 de julho.
Outros quatro condenados
Além do filho de Pelé, Clóvis Ribeiro, o "Nai"; Maurício Louzada Ghelardi, o "Soldado"; Nicolau Aun Júnior, o "Véio"; e Ronaldo Duarte Barsotti, o "Naldinho", foram condenados pelo mesmo crime.
De acordo com as investigações, "Naldinho" era o líder da organização
criminosa, que mantinha sua base em Santos e tinha ligação com uma
facção criminosa do Rio de Janeiro. Além dos réus condenados, outras
pessoas integram o grupo, descoberto pelo Departamento Estadual de
Investigações sobre Narcóticos (Denarc) por meio da Operação Indra, em
junho de 2005.
O caso
Edinho foi preso com outras 17 pessoas pela Operação Indra em junho de 2005, realizada pelo Denarc (Departamento de Investigações sobre Narcóticos), acusado de ligação com organização de tráfico de drogas comandada por Naldinho, Ronaldo Duarte Barsotti, na Baixada Santista. Após seis meses em prisão provisória, foi solto com liminar em habeas corpus concedida pelo STF (Supremo Tribunal Federal).
Em janeiro de 2006, teve a prisão decretada com o aditamento da
denúncia, que passou a incluir o crime de lavagem de dinheiro. Mas
obteve o direito de permanecer em liberdade graças a decisão do Superior
Tribunal de Justiça (STJ).
G1


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