Quando olharem para trás daqui a algum tempo, contarão que houve uma
Liga Mundial na qual o pesadelo teimou em roubar o sono do grupo. Que o
Brasil sofreu com as derrotas e também para vencer. Que a cada rodada
viu a classificação para a fase final parecer cada vez mais improvável. E
que quando os adversários davam como certa a sua queda, veio a reação.
Com força para derrubar gigantes como a Rússia e a Itália.
Para que o
sonho do decacampeonato se realizasse faltava passar por mais um. Mas
não deu. Neste domingo, em Florença, com atuações determinantes de
Taylor Sander e Matthew Anderson, os Estados Unidos mostraram mais
consistência nos momentos decisivos, venceram a partida por 3 sets a 1
(31/29, 21/25, 25/20 e 25/23) e conquistaram o seu segundo título na
história da competição. A última vez que estiveram no alto do pódio fora
na edição de 2008, no Rio de Janeiro.
O bronze é da Itália
pelo segundo ano seguido. A Azzurra venceu o Irã por 3 sets a 0,
parciais de 25/22, 25/18 e 25/22. O próximo compromissos das equipes
será no Mundial da Polônia, que será disputado de 30 de agosto a 21 de
setembro, e é considerado o maior objetivo do Brasil na temporada.
Campeão em 2002, 2006 e 2010, o time buscará o inédito tetra.
Eles defenderam muito bem. Nós sentimos um pouco a consistência deles,
isso nos incomodou. Os erros vieram da consistência deles. A gente lutou
muito, mas fico triste pela derrota porque queríamos demais isso aí.
Esse time dos Estados Unidos veio para brigar por ouro, tem jogadores de
muito valor.
Nós estivemos um pouco abaixo do que queríamos fazer. Isso
serve como lição, como aprendizado. É seguir trabalhando e buscar a
evolução que precisamos ter para o Mundial e, principalmente, para as
Olimpíadas do Rio. Temos muitas coisas a fazer.
A consistência é uma.
Errávamos em momentos cruciais. A nossa defesa também precisa melhorar. O
sistema está bem montado, mas tem a postura individual. E nisso eles
foram superiores - disse o técnico Bernardinho.


Nenhum comentário:
Postar um comentário