Policiais civis que trabalham como plantonistas em delegacias de Natal e no interior do Rio Grande do Norte estão, há mais de 20 dias, sem receber recargas nos cartões de
alimentação. A denúncia foi feita na manhã desta sexta-feira (25) pelo
Sindicato dos Policiais Civis e Servidores da Segurança Pública.
O G1 tentou contato com o delegado geral, mas foi
informado que Adson Kepler estaria participando de uma reunião com o
Tribunal de Justiça e somente ele poderia falar a respeito do assunto.
Ligações feitas para o telefone dele não foram atendidas ou retornadas.
Chamadas também foram feitas para o Grupo Green Card, cuja matriz fica
no Rio Grande do Norte, mas as ligações também não foram atendidas.
Ainda de acordo com o Sinpol-RN, um ofício foi entregue ao delegado
geral da Polícia Civil, Adson Kepler, solicitando providências urgentes
para falta de créditos nos cartões de alimentação por causa de dívidas
do Governo do Estado com a empresa responsável pela prestação do
serviço.
“Alimentar-se é necessidade básica à conservação da vida e, vale
ressaltar, que esse cartão alimentação é um direito conquistado pela
própria categoria, que já sofre tanto com outras dificuldades
estruturais das delegacias. Por esse motivo, enviamos o ofício para a
Degepol solicitando a regularização desse serviço, pois já são mais de
20 dias de atraso no repasse dos créditos no Green Card”, afirma Renata
Pimenta, vice-presidente do Sinpol.
De acordo com a sindicalista, a situação é de desconforto e revolta por
parte das equipes de plantão e do Centro Integrado em Operações de
Segurança Pública (Ciosp). “Para não ficarem com fome, os policiais são
obrigados a pagar a alimentação do próprio bolso”, acrescentou.
Renata explicou que a recarga do cartão era feita sempre no início ou
até mesmo antes da virada de cada mês. “No entanto, neste mês de julho,
até esta quinta-feira, dia 25, ainda não foi feito”, ressaltou.
A
vice-diretora disse que manteve contato com a Diretoria Administrativa
da Degepol e que foi informada que já foram feitos os lançamentos dos
créditos, mas a empresa não liberou a recarga porque o Governo do Estado
está em atraso com o pagamento mensal do contrato.
G1/RN


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